Cerca de 30 vias em Juiz de Fora seguem com trechos interditados após seis meses de chuvas
Ao menos 25 vias possuem bloqueios totais segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana; interdições afetam o trânsito e linhas de ônibus.
Por Redação Diário Local
Ao menos 25 vias de Juiz de Fora seguem com trechos totalmente interditados seis meses após as fortes chuvas que atingiram o município, completados neste domingo (23). Os dados foram divulgados pela Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) e indicam locais onde a circulação está impedida, muitas vezes com o uso de barreiras de proteção por orientação da Defesa Civil.
Desde as chuvas ocorridas em fevereiro, a cidade registrou 179 vias com algum tipo de restrição, seja parcial ou total. A Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que a atualização do número de interdições totais não indica um aumento dos bloqueios, mas reflete o avanço do mapeamento das localidades que demandam intervenções.
Quais são as regiões mais afetadas?
Os trechos interditados estão distribuídos por diferentes zonas da cidade. A Zona Leste concentra o maior número de registros, com oito vias bloqueadas. As regiões Nordeste e Sudeste apresentam, respectivamente, seis e cinco vias com interdições.
As zonas Sul e Norte possuem três registros cada, enquanto a Zona Oeste soma dois bloqueios. Além do levantamento da Prefeitura, foram identificadas outras duas vias sem circulação: a Rua Senador Feliciano Penna, no Bairro Santa Terezinha, e a Rua José Sobreira, no Linhares.
Impacto no trânsito e transporte público
A interdição de vias importantes tem obrigado motoristas a buscarem caminhos alternativos. Um dos casos mais críticos é a Estrada Engenheiro Gentil Forn, fechada desde as chuvas de fevereiro. A via é um corredor entre a Cidade Alta e a região central, e o bloqueio desvia cerca de 13 mil veículos por dia.
O fechamento da estrada também alterou o itinerário de 20 linhas de ônibus, afetando aproximadamente 52 mil moradores. Como alternativa para acessar a Cidade Alta, o fluxo tem sido direcionado pelo Bairro Borboleta.
O que falta para as obras de recuperação?
A liberação de várias vias depende de obras para estabilização de áreas de risco e recuperação de danos. Na Estrada Engenheiro Gentil Forn, a prefeitura estima um investimento de R$ 91 milhões, incluindo contenção de encostas e reconstrução de pavimento. Para isso, foi solicitado um financiamento de R$ 86,4 milhões ao Ministério das Cidades, que aguarda aprovação do Governo Federal.
Outros pontos, como as ruas Dr. Augusto Eckmann, Antônio Chimico Correa e Maria Florice dos Santos, estão contemplados em um acordo com o Governo Federal que prevê R$ 217,3 milhões para obras de contenção. Já as ruas José Claro Dia, no Dom Bosco, e Ouro Fino, no Bonfim, recebem obras emergenciais financiadas pela Defesa Civil Nacional, com previsão de conclusão para o final deste ano ou fevereiro de 2027.
