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Aécio Neves declara R$ 21 milhões em heranças ao registrar candidatura ao Senado

Candidato ao Senado por Minas Gerais informou patrimônio total de R$ 22,5 milhões à Justiça Eleitoral.

Por Redação Diário Local

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 22,5 milhões ao registrar sua candidatura ao Senado por Minas Gerais. Do montante informado, cerca de R$ 21 milhões são atribuídos a heranças deixadas por seus pais.

A maior parte dos recursos herdados é proveniente de sua mãe, Inês Maria Tolentino Neves, falecida em 2023. Ela era filha do ex-presidente Tancredo Neves. O pai, Aécio Ferreira da Cunha, foi advogado e político mineiro, com mandatos como deputado estadual e federal.

Na relação de bens recebidos por herança, constam R$ 8,6 milhões em imóveis localizados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A declaração também inclui R$ 6 milhões em aplicações financeiras e investimentos, além de um imóvel rural avaliado em R$ 3,6 milhões.

A lista de herança contempla ainda R$ 829,4 mil em quotas ou quinhões de capital, sendo R$ 166,6 mil referentes ao patrimônio de seu pai. Outros itens incluem R$ 1,72 milhão em peças recebidas dos pais e um túmulo avaliado em R$ 1, recebido da mãe.

O candidato também informou possuir outros ativos que não são provenientes de herança. Entre eles, estão R$ 498 mil em investimentos de renda fixa, R$ 542,3 mil em veículos — incluindo carros e uma motocicleta — e um apartamento em Belo Horizonte no valor de R$ 222 mil.

A declaração aponta ainda R$ 177,3 mil em créditos a receber, um terreno rural de R$ 87 mil, R$ 43,6 mil em peças e R$ 217 em ações. O registro detalha a composição patrimonial necessária para o processo de candidatura.

Aécio Neves retorna à disputa por uma vaga no Senado após a desistência de aliados de concorrer ao cargo. A movimentação ocorre no contexto do processo eleitoral de 2026.

O pré-candidato também integra o grupo político de Alexandre Kalil (PDT), que disputa o governo de Minas Gerais. O detalhamento dos bens faz parte das exigências de transparência junto ao órgão eleitoral.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.