Zema propõe dividir Petrobras em até cinco empresas para estimular concorrência
Candidato à Presidência defende privatização da estatal e afirma que fragmentação beneficiará o consumidor e a economia.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu, nesta sexta-feira (4), a divisão da Petrobras em até cinco empresas distintas como parte de seu plano de privatização da estatal. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, a fragmentação da companhia estimularia a concorrência no setor de energia e traria benefícios diretos aos consumidores.
Zema reiterou que a privatização da estatal é um dos pilares centrais de seu projeto de governo para as eleições de outubro. Durante entrevista, o candidato afirmou que o objetivo é promover a competição de mercado por meio do fatiamento da companhia, sugerindo que a divisão poderia ocorrer em 3 ou 5 empresas.
O candidato argumentou que o processo de venda precisa ser conduzido com responsabilidade para assegurar o desenvolvimento econômico do país. Para fundamentar sua defesa da iniciativa privada, Zema comparou o setor petrolífero ao agronegócio brasileiro.
Segundo o candidato, o agronegócio é um exemplo de sucesso por ser um setor majoritariamente privado que impulsiona a economia. Ele afirmou que o Brasil não possui uma "alimentobras" e que o país é um dos mais bem-sucedidos na produção de alimentos justamente pela ausência de gestão estatal no setor.
Impacto nas contas públicas
Sobre o impacto financeiro para o Estado, Zema alegou que a venda da Petrobras não representaria perda de receita para o governo. Ele defendeu que os recursos obtidos com a privatização, se aplicados em áreas como infraestrutura, educação, saúde, portos e hidrovias, gerariam retornos superiores aos dividendos pagos atualmente pela estatal ao Tesouro Nacional.
Para o candidato, a economia gerada com a desestatização resultaria em uma arrecadação maior do que os repasses atuais da companhia. "Toda empresa que dá resultado vale muito mais do que uma empresa que dá prejuízo", declarou o ex-governador, defendendo que o crescimento econômico impulsionado pela venda elevaria a arrecadação.
Transição energética e planejamento
Ao ser questionado sobre como financiaria a transição energética sem o uso dos recursos da Petrobras, Zema destacou o potencial do Brasil em minerais estratégicos, como o lítio e o nióbio. Ele também apontou a importância dos biocombustíveis para consolidar o país como uma potência energética.
O candidato defendeu a criação de linhas de financiamento e mecanismos tributários para baratear a energia renovável. Em sua análise, ele criticou o atual planejamento energético do país, citando a construção de hidrelétricas a fio d'água na região Norte que produzem apenas uma fração da capacidade potencial da região.
Zema afirmou que a baixa eficiência dessas usinas acaba exigindo a instalação de termelétricas, as quais classificou como a opção de energia mais poluente disponível. Para o candidato, o cenário atual ilustra uma carência de planejamento estratégico no setor elétrico brasileiro.
