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Alckmin afirma que candidatos à Presidência da República não devem ter sigilo

O vice-presidente criticou as exigências de Flávio Bolsonaro para a abertura de dados e defendeu transparência total de quem disputa o cargo.

Por Redação Diário Local

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (22) que candidatos à Presidência da República não deveriam possuir sigilos bancário, fiscal ou telefônico. Segundo Alckmin, quem disputa o cargo de presidente tem o dever de manter transparência total sobre seus dados.

As declarações foram feitas a jornalistas em São Paulo, antes do início do Ato da Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania, evento em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Alckmin para o segundo turno das eleições presidenciais.

Alckmin também criticou as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos, alegando que o volume de demandas indica uma tentativa de não abrir dados.

O embate sobre os sigilos

A disputa entre as campanhas intensificou-se após o debate realizado no domingo (18), no qual Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus registros. Na terça-feira (20), o presidente encaminhou documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e cobrou a divulgação dos dados, afirmando que a população precisa de transparência sobre os envolvidos em casos de corrupção.

A campanha de Flávio Bolsonaro respondeu com uma lista de 19 exigências. Entre elas, está a apresentação de documentos de Lula e de pessoas ligadas ao petista desde o início de seu primeiro mandato, em 2003. A equipe do senador defende que a divulgação deve abranger todo o período de Lula no Executivo federal.

Nesta quinta-feira (22), as duas campanhas chegaram a um acordo para a quebra de sigilos. No entanto, Flávio condicionou a entrega de seus documentos à prévia análise dos registros de Lula e de pessoas vinculadas ao presidente.

Manifesto em São Paulo

O evento em que Alckmin falou ocorreu na Casa de Portugal, em São Paulo, organizado pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia. Durante o encontro, foi apresentado o manifesto “Segundo turno: em defesa da Democracia, do Estado de Direito e da Soberania”.

O documento apresentado alerta para riscos às instituições democráticas, citando ataques à Justiça Eleitoral, ao sistema de votação e a disseminação de desinformação. O manifesto também defende a soberania nacional, os direitos sociais e o combate ao crime organizado dentro da legalidade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.