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Política

Aliados de Kassab divergem sobre críticas de PSD a Flávio Bolsonaro

Grupo político de Gillberto Kassab debate se Ronaldo Caiado deve manter críticas ao senador Flávio Bolsonaro ou evitar ataques.

Por Redação Diário Local

Aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, apresentam divergências internas sobre a estratégia política a ser adotada após declarações do dirigente sobre as chances eleitorais de Flávio Bolsonaro (PL). O grupo debate se o candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, deve intensificar as críticas ao senador ou evitar confrontos que possam impactar o eleitorado de direita.

Uma ala do entorno de Kassab defende que Caiado deve manter a argumentação de que o senador Flávio Bolsonaro está isolado politicamente, visto que nenhum partido fechou aliança com ele até o momento. Para esses aliados, o posicionamento de neutralidade de certas legendas acaba beneficiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao reduzir o tempo de exposição de Flávio na televisão.

O posicionamento do PSD também é alvo de esclarecimentos para afastar a ideia de alinhamento com o governo federal. Membros da legenda reforçam que o partido não integra o chamado Centrão — grupo que restringem ao Republicanos, PP e União Brasil — e que possui candidatura e projetos próprios.

Em resposta às declarações, o senador Flávio Bolsonaro e o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL), utilizaram as redes sociais para acusar o PSD de exercerem o papel de "linha auxiliar" do PT. Em publicação, o senador carioca afirmou que esperava que todos os candidatos que se dizem de direita fossem contrários ao atual presidente.

Dentro do grupo de Kassab, há a percepção de que a campanha de Flávio Bolsonaro aproveitou as falas do dirigente para criar uma onda de mobilização em sua base digital. A estratégia seria reforçar a narrativa de que o senador é o único candidato com chances reais de vencer o PT.

Por outro lado, parte dos aliados de Kassab alerta para os riscos de atacar Flávio Bolsonaro. O receio é que Caiado possa receber a pecha de oportunista ou traidor dos valores conservadores ao parecer ajudar o PT nos confrontos contra a direita, o que poderia ser um erro de estratégia.

Mudanças na equipe

As divergências sobre o caminho a seguir coincidem com a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos, anunciada nesta segunda-feira (17). Embora a justificativa pública para o desligamento seja a falta de dedicação exclusiva do profissional, integrantes do PSD afirmam que a decisão também foi motivada por discordâncias sobre a estratégia da campanha.

O debate interno sobre o tom das críticas ocorrerá enquanto o grupo tenta definir o enquadramento da candidatura de Caiado diante do cenário de fragmentação da direita e da disputa pelo tempo de propaganda partidária.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.