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Flávio Bolsonaro

Paulo Figueiredo critica assessoria de Flávio Bolsonaro por falhas em divulgação de audiência nos EUA

Jornalista questionou qualidade do material de pré-campanha e uso de inteligência artificial em release enviado à imprensa

Por Diário Local

O jornalista Paulo Figueiredo criticou a equipe de comunicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por erros na divulgação de sua participação em uma audiência pública em Washington (EUA). Em transmissão ao vivo, Figueiredo classificou a estratégia da assessoria como um "vacilo e vagabundagem técnica", alegando que o material nas redes sociais não abordou os pontos centrais da atuação do parlamentar.

A audiência, realizada nesta terça-feira (7), discutiu a possível aplicação de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante o encontro com o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Flávio Bolsonaro afirmou ter realizado uma defesa "técnica e política" e declarou estar satisfeito com seu desempenho perante o órgão.

O senador também utilizou o espaço para atacar o governo federal, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT) priorizam a "disputa de poder". Bolsonaro informou que permanecerá nos Estados Unidos até quinta-feira (9) para participar de novas reuniões e argumentar contra a imposição das taxas.

Figueiredo ironizou a estética do vídeo publicado pelo senador, questionando a escolha do cenário de gravação. O jornalista sugeriu que, em vez de gravar em frente a uma parede de tijolos, o parlamentar deveria ter utilizado marcos arquitetônicos norte-americanos como fundo para conferir mais substância à imagem.

As críticas também recaíram sobre o material informativo enviado à imprensa pela equipe de pré-campanha. Segundo o jornalista, o informativo (press release) foi entregue com horas de atraso e teria sido redigido com o auxílio de inteligência artificial, como o ChatGPT.

Para Figueiredo, a equipe de comunicação falhou ao não destacar o impacto econômico das tarifas propostas pelo governo de Donald Trump. O jornalista defendeu que o foco deveria ser mostrar que as taxas acabam "premiando" o governo Lula ao punir o setor produtivo brasileiro.

Contexto das tarifas nos EUA

O governo brasileiro não enviou representantes oficiais para participar da audiência em Washington. Funcionários da embaixada do Brasil estiveram presentes no local, mas apenas na condição de observadores.

A última reunião entre o governo brasileiro e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ocorreu na quinta-feira (2). O USTR possui até o dia 15 de julho para comunicar a decisão final sobre a aplicação das tarifas sobre os produtos nacionais.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.