Campanha de Flávio Bolsonaro enviará novo relatório ao TSE sobre canal do deputado André Janones
Equipe do candidato do PL afirma que canal 'Exército do Lula' apaga mensagens para evitar fiscalização e espalhar desinformação.
Por Redação Diário Local
A campanha do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, anunciou, nesta segunda-feira (12), que enviará um novo relatório técnico ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento visa questionar a atuação do canal de WhatsApp "Exército do Lula", coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após a área técnica da Corte não identificar notícias falsas no grupo durante análise recente.
Em nota oficial, a equipe de Flávio Bolsonaro acusa o canal de utilizar estratégias deliberadas para burlar a fiscalização da plataforma Meta e do próprio Tribunal. Segundo o comunicado, o grupo adotaria o hábito de apagar sistematicamente mensagens e conteúdos disparados, o que inviabilizaria o controle institucional sobre a veracidade das informações.
A campanha alega ainda que o canal orienta os seguidores a utilizarem o método de "copiar e colar" para contornar as limitações quantitativas de encaminhamento da plataforma. A medida seria usada para evitar a detecção da disseminação em massa de materiais e para enganar os algoritmos de relevância por meio de interações que não seguem o padrão de visualização comum.
De acordo com a nota, outra tática para dificultar o monitoramento seria o uso de comandos de ação, como "EXPLODAM" e "COMPARTILHEM", associados diretamente a links. Para a campanha, o conteúdo desinformativo estaria contido nos endereços eletrônicos e não no texto escrito, o que dificultaria o rastreamento do que é efetivamente transmitido.
As acusações de descumprimento de regras
A equipe do candidato sustenta que a conduta do grupo configura um descumprimento do Plano de Conformidade celebrado entre a Meta e o TSE. O acordo veda o uso de canais para fins ilícitos ou para a criação de mecanismos que impeçam a fiscalização das autoridades eleitorais.
A campanha afirma que o combate a canais que agem dessa forma para evitar o controle não configura censura, mas sim uma obrigação legal. Entre os temas citados como alvo de desinformação estariam conteúdos sobre o reajuste do Bolsa Família e mudanças em aposentadorias e pensões.
Histórico de decisões no TSE
O embate jurídico teve um desdobramento relevante no último domingo (11), quando o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a derrubada do canal, que possui mais de três milhões de participantes. A decisão atendeu a um pedido inicial da campanha de Flávio Bolsonaro.
Contudo, a ordem de derrubada foi suspensa pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou as provas apresentadas pela campanha insuficientes. A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE relatou que, no período de 2 a neste domingo (11), não foram localizadas publicações que reproduzissem as falsidades apontadas pela defesa do candidato.
