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Justiça Eleitoral

Corregedor do TSE reativa canal do WhatsApp 'Exército do Lula' após decisão de Kassio Nunes Marques

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou medida que suspendia canal administrado por André Janones e determinou retomada das atividades.

Por Redação Diário Local

O corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu no início da tarde deste domingo (11) o funcionamento do canal de WhatsApp "Exército do Lula". A medida determina que o grupo, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), volte a operar com a possibilidade de novas publicações e ingresso de novos seguidores até que o plenário da Corte analise o caso.

A decisão de Cueva reverte a determinação de suspensão do canal tomada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na manhã deste domingo (11). Segundo o corregedor-geral, a campanha do senador Flávio não apresentou provas suficientes para justificar a interrupção das atividades do canal, e ele reiterou a ordem para que a defesa do parlamentar complemente o material apresentado.

A movimentação ocorre em um cenário de divergência interna na Corte. No sábado (9), o ministro Cueva havia solicitado esclarecimentos à campanha de Flávio antes de decidir sobre a regularidade do canal. No entanto, como a liminar não foi concedida de imediato, a defesa do senador acionou diretamente o presidente Kassio Nunes Marques, que determinou a censura do canal na manhã de hoje.

O canal "Exército do Lula" reúne mais de 3 milhões de usuários e é utilizado como ferramenta de mobilização digital pela campanha do presidente Lula. Durante ato realizado na Avenida Paulista, o presidente criticou a decisão anterior de Kassio, classificando-a como "absurda" e declarando estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral".

Por outro lado, a campanha de Flávio defendeu a suspensão imposta pelo presidente do TSE, afirmando que a medida representava uma vitória no combate à disseminação de notícias falsas.

Restrições à retomada

Apesar de permitir o retorno do canal, o ministro Cueva impôs condições para a continuidade das atividades. Ele ordenou que o administrador, André Janones, se abstenha de divulgar ou reproduzir quaisquer conteúdos cuja ilicitude já tenha sido reconhecida anteriormente pelo TSE.

A reação do corregedor-geral foi acompanhada por uma onda de críticas internas na Corte, motivadas pelo que magistrados consideraram um atropelo ao rito processual. A insatisfação de uma ala do tribunal refere-se ao fato de o presidente do TSE ter decidido sobre o tema antes da análise completa solicitada pelo corregedor.

O caso permanece aguardando a avaliação definitiva do plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá sobre a regularidade definitiva do canal de WhatsApp.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.