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Eleições

Classe C representa metade dos eleitores e tem voto pragmático, aponta especialista

Grupo que possui renda de até R$ 1.250 por pessoa tem perfil menos ideológico e mais focado em questões práticas, diz pesquisador

Por Redação Diário Local

A Classe C, formada por brasileiros com renda familiar per capita entre R$ 610 e R$ 1.250, representa mais da metade do eleitorado e possui um perfil de voto mais pragmático e menos ideológico, segundo dados do Instituto Locomotiva. O grupo é considerado peça-chave para definir o rumo das próximas eleições, que ocorrerão no dia 4 de outubro.

A corrida eleitoral teve início neste domingo (16). A partir desta semana, partidos e candidatos estão autorizados a pedir votos aos eleitores. O desafio para as campanhas é dialogar com um contingente de quase 160 milhões de brasileiros, um cenário de grande complexidade e diversidade.

Dentro desse volume de eleitores, as características do segmento da Classe C vão além do nível de renda. O especialista Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e autor do livro "Brasil da Maioria", destaca que o grupo possui uma identidade própria que impacta diretamente o processo democrático.

As análises sobre o comportamento desse eleitorado apontam que as prioridades passam pela visão que o grupo tem sobre o papel do Estado, as condições do mercado de trabalho e o fomento ao empreendedorismo. O interesse central costuma estar ligado a questões práticas e econômicas do cotidiano.

Características e valores da Classe C

Além dos aspectos econômicos, valores culturais e religiosos também são fundamentais na formação da opinião dos eleitores dessa faixa de renda. O entendimento de como esses valores se traduzem em escolhas políticas é essencial para as estratégias de campanha.

A análise de Meirelles, que estuda há 25 anos a Classe C, também busca identificar quais figuras políticas apresentam maior capacidade de comunicação com essa parcela da população. A habilidade de conectar propostas às necessidades reais desse grupo é um diferencial no cenário eleitoral.

Por ser um grupo heterogêneo, a Classe C exige que os candidatos superem abordagens genéricas. O perfil de voto, descrito como menos focado em ideologias rígidas, sugere que resultados práticos e estabilidade podem ter maior peso na decisão final nas urnas.

Com a intensificação das atividades de campanha a partir desta semana, o foco dos partidos deve se voltar para a compreensão das complexidades desse eleitorado, que detém a maioria do poder de decisão no país para o pleito de outubro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.