Diário Local
Política

Alinhamento do Congresso a Flávio Bolsonaro não garante melhor política fiscal, diz analista

Avaliação aponta que mentalidade do Legislativo deve permanecer a mesma, sem foco em cortes de supersalários e benefícios.

Por Redação Diário Local

A mudança de orientação política no Congresso Nacional em direção à direita não garante que um eventual governo liderado por Flávio Bolsonaro (PL) apresente uma política fiscal mais qualificada que a da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A análise foi feita pela economista Thais Herédia nesta terça-feira (13).

Durante a sexta edição do evento WW Talks, realizada nesta terça-feira (13), Herédia apontou que a mentalidade que deve assumir a nova composição do Legislativo não deve apresentar mudanças estruturais significativas em relação ao cenário atual. Segundo a analista, o perfil do Congresso tende a permanecer o mesmo, independentemente da guinada ideológica.

Um dos pontos centrais da análise refere-se à manutenção de gastos e privilégios. De acordo com a economista, a revisão de supersalários e a alteração de benefícios previdenciários não figuram como prioridades na agenda dos parlamentares eleitos para o próximo período.

A análise também abordou a composição política de Flávio Bolsonaro. Herédia destacou que o senador tem buscado o apoio de figuras políticas com forte influência e poder de articulação no cenário nacional.

Entretanto, a economista ressalta que a força política desses aliados não se traduz necessariamente em competência técnica para a gestão pública. O movimento de cercar-se de nomes influentes pode não resultar em lideranças com capacidade de formulação de políticas econômicas sólidas.

Para ilustrar o cenário, a economista traçou um paralelo com o período do Governo Temer. A comparação sugere que a ocupação de espaços de poder por figuras politicamente fortes pode ocorrer sem que haja um avanço correspondente na qualificação técnica das decisões econômicas.

O debate sobre as variáveis que devem decidir o segundo turno das próximas eleições foi o tema central do encontro. O evento reuniu diferentes perspectivas sobre os movimentos que moldam as decisões políticas e econômicas no Brasil e no mundo.

A discussão reforça a incerteza sobre o impacto de uma possível mudança de comando no Congresso para o controle de gastos e para o equilíbrio das contas públicas no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.