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Política

Damares critica ataques de apoiadores da direita e afirma que campo deixa 'soldados para trás'

Senadora rebateu críticas de aliados e defendeu seu trabalho na Comissão de Direitos Humanos do Senado durante sessão no Plenário.

Por Davy Albuquerque

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou, durante sessão no Plenário nesta segunda-feira (13), ataques que tem recebido de apoiadores do campo político da direita. A parlamentar afirmou que o grupo tem se comportado como um exército que deixa seus próprios soldados para trás.

A declaração foi uma resposta a críticas que a senadora atribuiu a uma interpretação equivocada de falas sobre sua atuação política recente. Segundo Damares, os ataques partem de pessoas que pertencem ao seu próprio espectro político.

A parlamentar pediu que os aliados "parem de acreditar em tudo que está sendo dito" e cessem as ofensas contra membros do próprio grupo. Ela reiterou que tem observado um movimento de abandono de aliados dentro da direita.

Durante o discurso, a senadora também destacou o trabalho que vem realizando em seu mandato. Ela mencionou sua atuação à frente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e em outras instâncias do Senado Federal.

Damares afirmou que a CDH, a qual preside, apresenta um relatório de alta produtividade. Segundo a parlamentar, a comissão ocupa o primeiro lugar em atividades, deliberação de matérias, reuniões e audiências públicas.

De acordo com a senadora, o desempenho da comissão é a forma de mostrar ao Brasil como os conservadores trabalham no Legislativo. O comentário buscou reforçar o papel de sua atuação institucional frente às pressões sofridas.

A trajetória recente da parlamentar é marcada por relatos de hostilidade nas redes sociais. No dia 1º de julho, Damares afirmou ter recebido ameaças após declarações do pré-candidato a deputado federal pelo PL no Paraná, Oswaldo Eustáquio.

Na ocasião, o pré-candidato teria proferido ofensas contra a senadora, chamando-a de "amante de pastor" e "feminista". Damares relatou que sua filha adotiva, que é indígena, também passou a ser alvo de xingamentos e de imagens simulando violência contra as duas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.