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Política

Partidos sem Fundo Partidário sobrevivem com doações e contribuições de filiados em 2025

Dados de prestação de contas mostram que nove siglas dependem de doações e contribuições de filiados para custear despesas.

Por Davy Albuquerque

Nove partidos brasileiros conseguiram manter suas atividades em 2025 sem depender do Fundo Partidário, utilizando doações de pessoas físicas, contribuições de filiados e outras receitas diversas para custear seus gastos. Dados da prestação de contas eleitorais mostram que, enquanto 20 de 29 partidos analisados têm o fundo público como principal fonte de recursos, as siglas DC, PSTU, Agir, Missão, UP, Mobiliza, Democrata, PCB e PRTB registraram entre 99,9% e 100% de suas receitas vindas de fontes alternativas.

O acesso aos recursos do Fundo Partidário é condicionado ao desempenho eleitoral para a Câmara dos Deputados. Pelas regras atuais, as legendas precisam obter ao menos 3% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos nacionalmente, ou eleger pelo menos 15 deputados federais.

Como funcionam as receitas desses partidos?

A dinâmica de arrecadação varia conforme a sigla. O DC, por exemplo, declarou R$ 2,8 milhões em receitas, mas apenas R$ 197,97 foram provenientes do Fundo Partidário. A maior parte do orçamento da legenda veio de doações de pessoas físicas, totalizando R$ 1,8 milhão, seguidas por transferências de direções estaduais (R$ 583 mil) e outras receitas diversas (R$ 186,7 mil).

No PSTU, o papel dos filiados é determinante. As contribuições de membros da sigla somaram R$ 1,06 milhão, o que representa cerca de 75% de toda a receita declarada pelo partido em 2025. Já a Unidade Popular (UP) registrou R$ 246,2 mil vindos de filiados, valor próximo ao arrecadado com doações de pessoas físicas (R$ 236,1 mil).

Qual o balanço entre ganhos e gastos?

O relatório aponta que dois partidos desse grupo registraram despesas superiores às receitas declaradas no ano: o Mobiliza, com um déficit de R$ 181,5 mil, e o PRTB, com uma diferença de R$ 12 mil. Outras legendas operaram próximas ao equilíbrio financeiro, como o PSTU, que declarou R$ 1,4 milhão em receitas e R$ 1,4 milhão em despesas, mantendo um saldo positivo de apenas R$ 3 mil.

Em termos de aplicação de recursos, as rubricas variam. O DC concentrou seus gastos principalmente em folha de pessoal e transferências financeiras. No PSTU, os maiores custos foram aluguéis, condomínios e serviços técnico-profissionais. Já a UP apresentou o gasto mais pulverizado entre as siglas analisadas, com liderança de gastos em aluguéis e condomínios.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.