Ministro da Fazenda, Dario Durigan, chama presidente da Argentina, Javier Milei, de palhaço
Em entrevista a rádio de Pernambuco, ministro da Fazenda comparou indicadores econômicos do Brasil e da Argentina após críticas do presidente vizinho.
Por Redação Diário Local
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de "palhaço" durante uma entrevista concedida a uma rádio de Pernambuco. A fala ocorreu como uma reação a comentários feitos pelo mandatário argentino direcionados ao Brasil.
Ao justificar a resposta, o ministro comparou os indicadores macroeconômicos das duas nações. Durigan afirmou que o risco-país, a dívida pública e a inflação na Argentina são consideravelmente mais elevados do que os índices registrados no Brasil.
Para estabelecer um contraste entre as economias, o ministro do Ministério da Fazenda elencou pontos positivos da gestão brasileira. Segundo Durigan, o país apresenta níveis mínimos de desemprego e de inflação, além de ter alcançado recordes tanto na balança comercial quanto na produção da safra agrícola.
A declaração de Durigan ocorre em um contexto de tensões diplomáticas e políticas. Recentemente, o ministro também havia se manifestado sobre possíveis retaliações brasileiras a tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, o que gerou necessidade de o governo acalmar o setor de importadores nacionais.
No campo econômico, o ministro tem defendido que os resultados positivos do Brasil são fruto de uma estabilidade que contrasta com o cenário vizinho. Ele atribuiu ao desempenho brasileiro a combinação de desemprego controlado e vigor comercial.
Críticos do ministro argumentam que ele tem utilizado indicadores econômicos para fins de política partidária. Para esse grupo, os resultados positivos citados, como a safra recorde e a balança comercial, devem-se mais à iniciativa privada e à atuação do Banco Central do que a medidas do governo federal.
A atuação de Durigan também tem sido alvo de questionamentos quanto ao seu impacto nas contas públicas. Há projeções de que a condução da política fiscal tenha contribuído para o aumento da dívida pública e para a pressão sobre a inflação no país.
O ministro da Fazenda segue no centro de debates sobre a gestão fiscal e a relação com o Banco Central. Enquanto defende o cenário atual, adversários políticos afirmam que o governo patrocina um modelo que eleva os juros para conter as pressões inflacionárias geradas pela própria gestão.
