Candidatos ao Senado por SP debatem temas como STF, segurança e emendas parlamentares
Encontro em São Paulo reuniu parlamentares e candidatos para discutir corrupção, apostas, jornada de trabalho e o papel do STF
Por Redação Diário Local
Os candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo participaram, na noite desta quarta-feira (23), de um debate que discutiu temas como o Supremo Tribunal Federal (STF), segurança pública, emendas parlamentares, corrupção e a regulamentação de apostas esportivas.
O encontro reuniu André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles (Novo), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). Durante a discussão, as divergências sobre o papel das instituições e a gestão de recursos públicos foram marcantes entre os postulantes.
O papel do STF e pedidos de impeachment
O STF foi um dos temas centrais do encontro. O candidato Guilherme Derrite criticou criticou a condução do Senado em relação a pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte. Para o candidato, é inadmissível que não existam processos abertos perante indícios de irregularidades.
Derrite também defendeu mudanças no regimento interno do Senado para facilitar essas votações. Na mesma linha, André do Prado se posicionou contra a gestão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não pautar o afastamento de magistrados da Corte durante a legislatura.
Ao final do evento, os candidatos Ricardo Salles, Simone Tebet e Marina Silva manifestaram apoio à investigação de ministros ligados ao escândalo do Banco Master. Durante o debate, houve também trocas de acusações: Ricardo Salles chamou André do Prado de "marionete" do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao que o candidato do PL reagiu afirmando possuir ficha limpa.
Economia, emendas e apostas
A gestão de recursos públicos e as emendas parlamentares também foram alvo de críticas. Marina Silva e Soninha Francine questionaram o caráter impositivo das emendas, alegando falta de transparência. Marina afirmou que o mecanismo retira poder do Executivo e que cerca de R$ 50 bilhões são subtraídos do orçamento público sem clareza.
Ricardo Salles adotou uma postura mais radical sobre o tema, declarando ser contra qualquer modalidade de emenda parlamentar e classificando a prática como "roubalheira". Já sobre o setor de apostas (bets), o debate dividiu opiniões entre os candidatos.
Geraldo Rufino defendeu o banimento total dos jogos de azar no país. Por outro outro lado, Soninha Francine sugeriu que o foco deve ser a fiscalização rigorosa das plataformas que já operam no Brasil. Simone Tebet complementou o debate mencionando o endividamento de brasileiros por conta do tema.
Segurança pública e jornada de trabalho
Na área de segurança pública, Marina Silva defendeu a estratégia de combate ao crime organizado por meio da integração entre as polícias Civil e Militar. Simone Tebet reforçou que o combate ao crime transnacional exige, prioritariamente, o fortalecimento de serviços de inteligência.
Sobre a questão trabalhista, o fim da escala 6x1 foi pautado. André do Prado defendeu que a mudança para uma jornada com mais descanso poderia ser viabilizada por meio da desoneração da folha de pagamento, reduzindo os custos para os empregadores e viabilizando o lazer do trabalhador.
Por outro lado, Soninha Francine ponderou sobre os desafios da flexibilização para o setor comercial. A candidata citou o risco de os trabalhadores migrarem para a informalidade caso a mudança ocorra sem o suporte adequado à produtividade das empresas.
