Deltan Dallagnol e Sergio Moro publicam foto com mensagem sobre prisão de Lula
Candidatos ao Senado e ao governo do Paraná publicaram imagem com camisetas que criticam decisão do STF.
Por Redação Diário Local
Os candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) e ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) publicaram, neste sábado (1), uma foto nas redes sociais com mensagens que fazem referência à prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na imagem, os políticos vestem camisetas com frases de teor crítico ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Dallagnol aparece na publicação utilizando uma camiseta com a frase “Eu prendi o Lula, o STF soltou”. Já o candidato ao governo, Sergio Moro, veste uma peça com o texto “Curitiba prendeu, Brasília soltou”.
A movimentação política ocorre em meio às disputas eleitorais, trazendo de volta ao debate público o período da Operação Lava Jato. Moro foi juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a operação, quando foi o responsável pela condenação de Lula. Posteriormente, o ex-magistrado deixou o cargo para atuar como ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.
Deltan Dallagnol também atuou como procurador da República no Paraná durante a mesma operação. O ex-membro do Ministério Público Federal (MPF) deixou a instituição em novembro de 2021 para disputar as eleições de 2022.
Naquela ocasião, Dallagnol foi eleito deputado federal. No entanto, seu registro de candidatura foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023.
A publicação dos candidatos busca reforçar o histórico de atuação de ambos no caso que envolveu a condenação do atual presidente. O post integra a estratégia de campanha de ambos os políticos para as eleições de 2026.
Sergio Moro e Deltan Dallagnol utilizam o enquadramento de que as decisões de primeira instância, tomadas em Curitiba, foram posteriormente revertidas por instâncias superiores em Brasília.
Os candidatos seguem em trajetória de disputa nas urnas, com Moro focado na disputa pelo governo do estado e Dallagnol na busca por uma vaga no Senado.
