Dólar recua nesta quinta-feira (17) com foco em pesquisa eleitoral e decisão do Copom
Moeda apresenta baixa frente ao real após pesquisa mostrar empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula e Copom cortar Selic para 13,75% ao ano.
Por Redação Diário Local
O dólar à vista operava em queda frente ao real nesta quinta-feira (17), cotado a R$ 5,132 às 9h10, uma redução de 0,39%. O recuo da moeda ocorre após nova pesquisa eleitoral apontar um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com leve ampliação da vantagem numérica do senador.
O dólar futuro para outubro, contrato mais negociado na B3, também registrava baixa de 0,45%, sendo comercializado a R$ 5,143. O mercado financeiro monitora o cenário doméstico e as reações às recentes movimentações da política monetária nacional.
A volatilidade da moeda também é influenciada pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com o corte, os juros básicos da economia passaram a ser estabelecidos em 13,75% ao ano, mantendo a sinalização de que os próximos passos seguem em aberto.
Por que o dólar recuou?
O desempenho do dólar está vinculado às expectativas dos investidores sobre o cenário político e fiscal do país. Segundo análise de mercado, o levantamento semanal da AtlasIntel pode exercer peso sobre os ativos brasileiros ao mostrar uma ligeira mudança no equilíbrio da disputa presidencial.
De acordo com Leonel Oliveira Mattos, analista de Inteligência de Mercados da StoneX, o resultado da pesquisa, que ampliou para 0,4 ponto percentual a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula, pode reforçar o otimismo em relação a uma eventual alternância de governo.
Para o analista, o mercado financeiro demonstra preferência por mudanças de gestão que venham acompanhadas de uma política fiscal mais conservadora. Esse cenário de maior controle de gastos tende a favorecer os ativos locais e pressionar a cotação do dólar para baixo.
Cenário no exterior
No mercado internacional, o foco está nas movimentações do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A instituição elevou as taxas de juros e sinalizou a possibilidade de novos aumentos para controlar a inflação.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, reafirmou a independência do banco central americano para conduzir as decisões de política monetária. O posicionamento ocorre mesmo diante de apelos de Donald Trump para a redução dos custos de empréstimo nos Estados Unidos.
