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Eleições

Deputados de Minas assumem papel central nas campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula

Parlamentares Nikolas Ferreira e André Janones comandam estratégias digitais e atos de rua na reta final da disputa presidencial

Por Redação Diário Local

Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Janones (Rede-MG) assumiram papéis centrais nas campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respectivamente, durante a disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. Enquanto Nikolas lidera a mobilização de rua e atos públicos em apoio ao senador, Janones concentra esforços na articulação digital e na gestão de canais de mensagens para impulsionar a reeleição do petista.

A atuação dos parlamentares mineiros intensificou-se após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro (04). Naquela ocasião, Flávio Bolsonaro obteve 56.104.503 votos (47,03% dos votos válidos), enquanto o presidente Lula somou 53.879.538 votos (45,16%), uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Nikolas Ferreira tem coordenado a "Tropa do Flávio" e o "Bloquinho do 22", uma série de manifestações que percorre diversas cidades brasileiras. A programação teve início em 15 de outubro (15), em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e deve ser encerrada neste sábado (24), com atividades em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Na capital mineira, a programação de sábado (24) prevê uma motociata a partir das 10h, com saída da Praça do Papa em direção à Praça da Liberdade, onde ocorrerá um ato político. No Rio de Janeiro, está prevista uma concentração seguida de caminhada até a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No campo digital, André Janones impulsionou a estratégia de comunicação petista com a criação do canal "Exército do Lula". A ferramenta, que ultrapassou 8 milhões de seguidores na quinta-feira (23), funciona para distribuir conteúdos da campanha e orientar os participantes a engajarem publicações nas redes sociais.

A mobilização digital de Janones também foi alvo de disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Flávio Bolsonaro questionou a relação do canal com a candidatura petista, levando o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a determinar a suspensão da ferramenta por indícios de atuação coordenada.

A decisão de suspensão foi inicialmente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Após uma nova determinação de suspensão por Nunes Marques, que condicionou o funcionamento do canal ao registro na Justiça Eleitoral, a campanha de Lula informou o endereço solicitado, permitindo o restabelecimento do serviço.

O embate jurídico seguiu até a véspera da votação, com o ministro Kassio Nunes Marques estabelecendo um prazo de 24 horas para que a Meta apresentasse um relatório técnico sobre o funcionamento da ferramenta no WhatsApp. O segundo turno da eleição está marcado para este domingo (25).

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