Vereador de São Carlos é indicado como suplente de Marina Silva para o Senado por SP
O vereador de São Carlos deve atuar na pauta ambiental e com o público jovem durante a campanha eleitoral no interior paulista.
Por Redação Diário Local
O vereador de São Carlos, Djalma Nery (PSol), foi indicado pela federação PSol-Rede para ocupar uma suplência na candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado por São Paulo. O parlamentar afirmou que sua trajetória na pauta ambiental e sua origem no interior paulista foram determinantes para a escolha feita pelo grupo.
Segundo Nery, a missão recebida de Marina Silva é levar a agenda ambiental para o interior do estado durante a campanha eleitoral. A estratégia foca em regiões de forte atuação do agronegócio, onde o eleitorado costuma apresentar resistência a propostas de esquerda.
O vereador, de 38 anos, destacou que o perfil buscado pela federação também visa o diálogo com o público jovem. Ele ressaltou que, embora não seja um jovem, possui o perfil necessário para as discussões no Senado por atuar com agroecologia e conhecer a realidade regional.
Agenda ambiental no interior
Nery, que foi o parlamentar mais votado nas duas últimas eleições em São Carlos, explicou que a escolha se deu pela afinidade de linguagens. Ele afirmou que o objetivo é dialogar com os produtores rurais e com a juventude do interior de São Paulo.
Djalma Nery ressaltou que sua vivência na região central do estado paulista é um dos pilares de sua atuação política. A cidade de São Carlos, de onde o vereador é natural, possui cerca de 260 mil habitantes.
A indicação foi oficializada durante a convenção da federação realizada no último domingo (26), que também definiu o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado. O movimento, no entanto, gerou descontentamento em partidos aliados da coligação.
Tensão na coligação
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) é o principal insatisfeito com a decisão, pois reivindica o espaço para a legenda. O partido alega que possuía um compromisso firmado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma das vagas de suplência.
A disputa pelo posto de suplente é intensa devido à possibilidade de o escolhido assumir o mandato de oito anos. Isso ocorreria caso Marina Silva seja reconduzida a um ministério em uma eventual reeleição de Lula, abrindo a vaga no Senado.
Como contraproposta, o PDT indicou o sindicalista Antonio Neto para a suplência de Marina Silva. A legenda também apresentou o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, como sugestão para a vaga de suplente de Simone Tebet (PSB).
Possível racha político
A suplência de Tebet, no entanto, deve ser ocupada pelo advogado Laio Morais (PT), ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda. A divisão de nomes tem causado tensão nos bastidores da coligação que apoia Haddad.
O PDT, presidido por Carlos Lupi, mantém a posição de que a partilha de espaços deve contemplar o partido. A legenda ressaltou que, por estar coligada à candidatura de Haddad, não seria politicamente coerente ficar fora das indicações da chapa.
Caso o partido não consiga garantir o espaço nas suplências, há a possibilidade de um racha na coalizão. O PDT afirmou que pode lançar um nome próprio ao Senado por São Paulo, em vez de seguir apenas com a lista da federação.
