Eduardo Paes equilibra agendas com Lula e acenos a bolsonaristas na disputa pelo governo do Rio
Candidato ao governo do Rio busca manter apoio do presidente Lula sem perder eleitores que preferem o grupo de Flávio Bolsonaro
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), tem adotado uma estratégia de conciliação em suas agendas de campanha. O objetivo é demonstrar aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem afastar o eleitorado que apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira (24), Paes esteve com o presidente em uma caminhada em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, mas o compromisso não foi incluído em sua agenda pública. O movimento ocorre em um momento de disputa acirrada no estado.
Paes afirmou que, embora seu voto seja no presidente Lula, ele não pertence ao PT e não utiliza o apoio do petista como base única para sua candidatura. O candidato também justificou a ausência em eventos de outros integrantes da chapa majoritária devido a compromissos em Campos e no Norte Fluminense.
Estratégia de composição de chapa
Para buscar o apoio de grupos ligados ao bolsonarismo, Paes incluiu Jane Reis como sua vice na chapa. A candidata pertence a uma família com ligações históricas com o clã Bolsonaro, movimento que o candidato utiliza para tentar manter o eleitorado de centro e de direita.
"Minha vice é irmã do Washington Reis, família que tem ligações históricas com o Bolsonaro. Não dá para dizer que eu não quero o apoio deles porque vão votar no Bolsonaro, e o presidente Lula entende isso", afirmou Paes.
A postura contrasta com a de seu adversário, que busca um posicionamento mais enfático de proximidade com o senador Flávio Bolsonaro. Paes, por sua vez, defende que não precisa de símbolos de outros políticos para validar sua trajetória política.
Cenário nas pesquisas
O cenário eleitoral no Rio de Janeiro mostra uma disputa competitiva segundo dados da Quaest divulgados nesta quarta-feira (23). Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula registra 36%.
A pesquisa, que ouviu 1.302 eleitores fluminenses entre 19 e nesta terça-feira (22), apontou que Paes tem perdido espaço entre os eleitores que dividem o apoio com o grupo de Flávio Bolsonaro. Esse percentual caiu de 20%, registrado em 8 de setembro, para 16% na última medição.
O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RJ-04982/2026.
