Desaprovação do governo Lula atinge 53,3% e chega ao maior nível do ano, aponta pesquisa
Índice de rejeição subiu três pontos percentuais desde o último levantamento e ampliou a distância para a aprovação, segundo Vox Brasil
Por Redação Diário Local
A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 53,3% no fim de agosto, segundo dados da pesquisa Vox Brasil divulgados neste sábado (29). O índice representa uma alta de três pontos percentuais em comparação ao levantamento realizado no final de julho, quando a rejeição era de 50,3%.
Com o novo resultado, a aprovação da gestão federal aparece em 45,1%. O levantamento mostra uma ampliação da diferença entre os dois indicadores, uma vez que, no início de junho, os índices estavam praticamente empatados, com 49,1% de aprovação e 49,3% de desaprovação.
Outros 1,6% dos entrevistados na consulta não souberam responder ou não opinaram sobre a avaliação do governo. A pesquisa indica um cenário de crescimento da desaprovação nos últimos dois meses, partindo de 50,3% no fim de julho para o patamar atual.
Embora o estudo não apresente recortes de aprovação por faixa de renda, os dados sobre intenção de voto no primeiro turno revelam disparidades econômicas. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, Lula registra 55% das intenções de voto.
No grupo com renda superior a dez salários mínimos, o cenário é oposto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 43,7% das intenções de voto, enquanto o atual presidente registra 29,9% de preferência.
Na disputa direta entre o presidente e o senador pelo primeiro turno, o levantamento aponta um empate técnico. Lula registra 37,1% das intenções de voto, enquanto o parlamentar soma 34,8%, reduzindo a diferença que era de 6,3 pontos percentuais no mês anterior para apenas 0,6 ponto.
O Instituto Vox Brasil entrevistou 2.100 eleitores entre os dias 25 e nesta quinta-feira (27). A metodologia utilizada foi a de abordagem presencial domiciliar.
A margem de erro do levantamento é de 2,15 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05519/2026.
