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Política

Derrota de Flávio Bolsonaro altera disputa pela presidência da Alerj e enfraquece Anderson Moraes

Com o enfraquecimento de Anderson Moraes, Guilherme Delaroli e André Ceciliano aparecem como nomes fortes para assumir a Casa em 2027

Por Redação Diário Local

O resultado das eleições presidenciais alterou o cenário para a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Com o enfraquecimento do deputado Anderson Moraes (PL), que era considerado favorito, as candidaturas do atual vice-presidente Guilherme Delaroli (PL) e do deputado André Ceciliano (PT) ganharam força para o comando da Casa.

A perda de fôlego de Moraes ocorre após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O Partido Liberal (PL) busca manter o controle da Alerj, especialmente considerando que deverá ter a maior bancada no Legislativo estadual a partir de 2027.

O atual presidente da Alerj, Douglas Ruas, informou nesta segunda-feira (24) que realizará uma reunião com os deputados para discutir a sucessão. No entanto, a data do encontro ainda não foi definida pelo parlamentar.

Guilherme Delaroli, que presidiu a Assembleia entre dezembro de 2025 e abril deste ano, afirmou estar pronto para atuar conforme a determinação de Ruas. Delaroli assumiu o cargo na época para substituir Rodrigo Bacellar (sem partido), que foi preso pela Polícia Federal em uma operação que investigava o vazamento de informações policiais.

André Ceciliano, que também já ocupou a presidência da Casa em 2019, preferiu não comentar as especulações sobre uma possível candidatura. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a participação de Ceciliano dependeria de um consenso entre partidos de esquerda e setores da centro-direita, incluindo nomes do PL e do PSD.

O deputado Luiz Paulo (PSD) afirmou que o partido ainda não definiu qual nome apoiará. O grupo deve se reunir no dia 11 de novembro (11) para discutir as diretrizes para a próxima legislatura.

Impactos na Câmara Municipal do Rio

A reconfiguração política também deve atingir a Câmara Municipal do Rio. O atual presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), pode disputar uma nova gestão em dezembro, mesmo após quatro anos no cargo.

Aliados de Caiado defendem sua candidatura argumentando que a gestão de Eduardo Cavaliere deve ser considerada uma nova administração, uma vez que Eduardo Paes renunciou ao cargo para disputar o governo do estado. O nome de Jorge Felippe (PP) é apontado como o principal concorrente para disputar o comando da Câmara Municipal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.