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Economia

Eleição presidencial brasileira é a mais importante fora dos EUA em 2026, avalia Nobel de Economia

O economista Daron Acemoglu compara o cenário brasileiro ao dos Estados Unidos e analisa o papel do país na crise das democracias.

Por Redação Diário Local

A eleição presidencial brasileira é considerada a disputa mais importante fora dos Estados Unidos em 2026, segundo avaliação de Daron Acemoglu. O economista e vencedor do Prêmio Nobel de Economia compara o cenário político nacional à decisão dos americanos de reconduzir Donald Trump à Casa Branca.

Para o professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o pleito no Brasil vai além da disputa direta entre candidatos. Segundo Acemoglu, o que está em jogo é o lugar do país diante da crise das democracias globais e da reorganização do poder mundial.

O especialista aponta que o Brasil vive uma encruzilhada histórica, em que contradições internas se encontram com grandes transformações internacionais. A rivalidade entre Estados Unidos e China é um dos fatores que recoloca a nação entre dois grandes centros de poder.

Acemoglu argumenta que a política externa não deve ser pautada por escolhas simplistas. Ele ressalta que a aproximação com Washington não é garantia de democracia, da mesma forma que o comércio com Pequim não determina o regime político brasileiro.

Segundo o economista, o critério para as relações internacionais deve ser o interesse nacional, submetido ao debate público e aos limites da Constituição. Ele alerta que a soberania brasileira pode ser prejudicada se houver dependência excessiva de um único parceiro ou se lideranças nacionais usarem correntes políticas estrangeiras como referência de autoridade.

Democracia e prosperidade

Ao analisar o modelo democrático, o estudioso relaciona a vitalidade da democracia liberal à prosperidade compartilhada e à liberdade para produzir conhecimento. Ele defende que a reconstrução do modelo exige recuperar condições sociais que tornem a liberdade efetiva para a maioria da população.

O economista destaca que a autonomia do cidadão e a capacidade de ascensão social são tarefas inacabadas para liberais e social-democratas. Para ele, o desafio é garantir que o trabalhador seja um cidadão autônomo, com voz e perspectivas reais de crescimento.

Por fim, Acemoglu sugere que as causas profundas dos impasses políticos e sociais brasileiros devem ser debatidas detalhadamente após o encerramento do processo eleitoral de 2026.

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