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Justiça

Fachin encaminha relatório da PF sobre fraudes entre Banco Master e BRB à PGR

O presidente do STF deu 15 dias para a PGR se manifestar sobre indiciamento de 15 pessoas em investigação de fraudes bilionárias

Por Redação Diário Local

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou 15 pessoas por suspeitas de fraudes bilionárias. O caso envolve operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

A decisão, assinada na noite desta quarta-feira (4), encaminhou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o relatório parcial da investigação. O documento detalha o indiciamento de envolvidos em um esquema que apura a negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios entre as duas instituições.

Segundo a Polícia Federal, o esquema teria ocorrido por meio da liquidação de carteiras de crédito sem lastro. A conclusão preliminar dos investigadores, realizada durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, aponta que controladores, diretores, operadores e advogados teriam cometido crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os 15 indiciados estão o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. De acordo com o relatório da PF, Vorcaro seria o líder da organização criminosa, sendo responsável por centralizar as decisões relacionadas à produção, aquisição e cessão das carteiras de crédito usadas para a captação de recursos.

Apesar de ter concluído parte das investigações e formalizado os indiciamentos, a Polícia Federal solicitou mais prazo para finalizar o caso. A equipe policial precisa concluir diligências pendentes, que incluem a realização de perícias e análises técnicas sobre a movimentação de recursos financeiros entre as instituições.

A Polícia Federal ressaltou que ainda é necessário aprofundar os trabalhos para verificar a materialidade dos fatos. Os investigadores buscam reconstruir detalhadamente os fluxos financeiros e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos no esquema de fraudes.

O ministro Edson Fachin determinou que a PGR se manifeste não apenas sobre o conteúdo do relatório, mas também sobre as providências e os pedidos de prazo solicitados pelos investigados. O prazo de 15 dias começa a contar a partir da ciência do procurador-geral.

O relatório foi apresentado pela PF após o encerramento da primeira etapa da operação, que foca na análise das operações de crédito realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília. O andamento do processo agora depende das análises jurídicas que serão conduzidas pela Procuradoria-Geral da República.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.