Flávio Bolsonaro compara Habib's a Casas Bahia e atribui crise à política de Lula
Senador comparou situação financeira da rede de restaurantes à das Casas Bahia e criticou a gestão econômica do governo federal.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou, nesta quinta-feira (27), o pedido de recuperação judicial da rede de restaurantes Habib’s ao cenário enfrentado pelas Casas Bahia. Durante uma transmissão ao vivo, o parlamentar atribuiu as dificuldades financeiras da rede de alimentação à política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Habib’s declarou uma dívida de R$ 265,2 milhões ao solicitar a proteção da justiça para reorganizar suas contas. No comentário, Flávio Bolsonaro citou o fechamento de mais de 300 lojas das Casas Bahia para reforçar seu posicionamento sobre a situação das empresas.
“Mas agora quem não sobreviveu, quem não resistiu ao Lula foi o Habib’s”, afirmou o senador durante a live, relacionando a crise do grupo ao atual contexto econômico do país.
Por que o Habib’s entrou em recuperação judicial?
O pedido envolve o Grupo Gennius, conglomerado responsável também pelas redes Ragazzo e Tendall Grill. A medida busca renegociar dívidas e manter as atividades operacionais enquanto o grupo busca estabilidade financeira diante da pressão sobre o caixa.
Segundo o grupo, a crise é resultado de uma combinação de fatores, incluindo os impactos da pandemia de Covid-19 nas lojas físicas e a mudança no comportamento de consumo, com a expansão das plataformas de delivery. A alta da taxa básica de juros também é apontada como um motivo para o aumento do custo das dívidas da companhia.
O Habib’s informou que as operações das redes continuam funcionando normalmente em todo o território nacional. De acordo com o comunicado, não há impacto no atendimento ao público ou no funcionamento das unidades.
O que acontece agora com a rede?
Com o início do processo, o grupo tem um prazo de até 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial detalhado. Esse documento deve ser submetido à análise e votação dos credores da empresa.
O objetivo da medida é preservar a continuidade do negócio e permitir a reorganização do conglomerado. Caso o plano de recuperação não seja aprovado pelos credores, a empresa poderá ter o processo convertido em falência.
