Lula afirma que investigações contra o filho são baseadas em 'ilações' e diz que não irá interferir na PF
Durante sabatina no Rio de Janeiro, o presidente afirmou que não protegerá o filho e que não interferirá nas apurações da Polícia Federal.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), que as investigações da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tratam-se de "ilações" baseadas em registros de telefonemas. A declaração ocorreu durante sabatina realizada no Rio de Janeiro, como parte do ciclo de entrevistas com candidatos à Presidência.
Durante o questionamento, o presidente assegurou que não protegerá o filho caso seja comprovada a prática de qualquer ilícito e garantiu que não haverá interferência nas apurações para beneficiá-lo. Lula afirmou ainda que não agirá "como outros já fizeram" em situações semelhantes.
O presidente declarou ter certeza de que Fábio Luís não manteve conversas com ministros sobre os negócios que são alvo de investigação. O tema envolve suspeitas apuradas pelas autoridades sobre atividades comerciais de seu filho.
Questionado sobre a relação com a lobista Roberta Luchsinger, Lula afirmou não conhecê-la e disse que nunca conversou com a profissional. Segundo o presidente, ela nunca esteve próxima de sua convivência, apesar de registros em redes sociais mostrarem a profissional ao lado de Lula e da primeira-dama, Janja Lula da Silva, em julho de 2022.
Ciclo de sabatinas de 2026
A fala de Lula integra uma série de entrevistas com os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest, divulgada em 14 de agosto. As sabatinas são exibidas após o Jornal Nacional e buscam detalhar as propostas dos principais nomes da disputa.
O calendário de entrevistas começou na segunda-feira (24), com o candidato Romeu Zema (Novo), que criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado. Na terça-feira (25), Ronaldo Caiado (PSD) também defendeu a anistia como forma de pacificação do país.
Na quarta-feira (26), a rodada contou com Renan Santos (Missão), que defendeu o desenvolvimento de uma bomba atômica pelo Brasil. Após a participação de Lula nesta quinta-feira (27), a programação segue com Flávio Bolsonaro (PL) na sexta-feira (28).
O ciclo de entrevistas para os candidatos deve ser encerrado no próximo sábado (29), com a participação de Augusto Cury (Avante).
