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Política

Flávio Bolsonaro enviou mensagens sobre acordo de ilha em Angra para o jogador Richarlison

Senador enviou trechos de acordo extrajudicial sobre imóvel em disputa com o atacante; caso é alvo de investigação da PF

Por Redação Diário Local

O senador Flávio Bolsonaro enviou ao jogador Richarlison trechos de um acordo privado envolvendo a disputa pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (23).

Conforme apurado, o parlamentar compartilhou imagens de um acordo extrajudicial firmado entre o advogado Willer Tomaz e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. As mensagens foram trocadas via Instagram entre março e julho de 2026.

Segundo o jogador, o acordo foi realizado por Velasco sem o seu consentimento. Os documentos mostram que a empresa WT Administração de Imóveis e Bens, de Willer Tomaz, realizou pagamentos para três contas bancárias do ex-empresário, localizadas no Itaú, na Caixa Econômica Federal e no Bradesco, embora os valores não tenham sido especificados.

O que dizem as partes envolvidas?

Em conversa datada de 1º de julho, o senador pediu que Richarlison divulgasse uma nota pública afirmando que ele não tinha envolvimento na disputa judicial. O jogador rebateu a interação após uma afirmação de Velasco de que o parlamentar ficaria com a ilha, ao que Flávio Bolsonaro respondeu negando a informação.

O acordo em questão foi assinado por Velasco em 20 de agosto de 2025. Pouco tempo depois, o ex-empresário desistiu da ação judicial, que foi encerrada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 1º de setembro, com decisão favorável a Willer Tomaz.

Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra e manutenção da propriedade, adquirida em 2020 por meio de uma parceria com Velasco e Alencar da Silveira Júnior. O atacante alega que o senador demonstrou interesse na compra do imóvel antes da transferência da posse para a empresa de Willer Tomaz.

Willer Tomaz contesta a versão do jogador, afirmando que a empresa ligada ao atacante não adquiriu a propriedade de seus donos legítimos e que a disputa jurídica foi resolvida em favor de sua empresa.

Investigação da Polícia Federal

A relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz é objeto de outro inquérito da Polícia Federal. A investigação apura a suspeita de atuação conjunta em um esquema de lavagem de dinheiro.

O procedimento tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.