Flávio Bolsonaro afirma que não pressionará Michelle Bolsonaro por apoio à candidatura
Senador afirmou que não mantém relação de proximidade com a ex-primeira-dama e defendeu o respeito às escolhas políticas.
Por Davy Albuquerque
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (15), que não mantém uma relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que não fará pressões para obter apoio à sua candidatura à Presidência da República. Em entrevista concedida a um podcast, o parlamentar declarou que as escolhas políticas devem ser pautadas pela fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro relatou que não assistiu a vídeos publicados por Michelle Bolsonaro nos quais ele é acusado de maltratá-la durante articulações eleitorais ocorridas no Ceará. O senador afirmou que preferiu não acompanhar o conteúdo para evitar o desgaste e ressaltou que sempre manteve o respeito pela ex-primeira-dama.
O senador também opinou sobre o chamado "fogo amigo" entre aliados da direita, classificando a situação como sem lógica. Ele reforçou que o posicionamento político deve considerar que o adversário está em outro campo ideológico, defendendo o bom senso nas alianças.
Sobre a disputa eleitoral, o parlamentar negou que pretenda se ausentar de debates com outros candidatos durante a campanha. Segundo o senador, sua equipe não fez qualquer anúncio nesse sentido e ele afirmou que enfrentará quem for necessário no período de confrontos diretos.
A respeito da produção do filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro afirmou acreditar que o responsável pela condução do banco Master, Daniel Vorcaro, seguiu a lei durante as negociações de verbas. O senador informou que não há uma data definida para o lançamento da obra e que a coordenação do projeto está com o deputado Mário Frias.
Exploração de petróleo na Margem Equatorial
O senador também defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial, criticando o que chamou de burocracia no licenciamento ambiental. Para o parlamentar, o processo está travado por posturas de integrantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a quem classificou como "xiitas".
Flávio Bolsonaro argumentou que a exploração na região do Amapá é realizada por países vizinhos, como Venezuela e Guiana, e afirmou que o projeto não tem relação com terras indígenas. Ele questionou o impedimento do desenvolvimento econômico do país decorrente das exigências de licença.
Atualmente, o Ibama analisa os pedidos da Petrobras para a perfuração de poços na região. Em outubro do ano passado, o instituto autorizou a perfuração de um poço exploratório para fins de estudo, após ter negado uma solicitação da estatal em 2023.
