Zelensky demite Mykhailo Fedorov do cargo de ministro da Defesa da Ucrânia
Mykhailo Fedorov deixa o cargo após seis meses de gestão focada em modernização tecnológica e combate à corrupção nas Forças Armadas.
Por Davy Albuquerque
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, após seis meses de gestão. O especialista em tecnologia digital, de 35 anos, encerrou suas atividades na pasta na noite de quarta-feira, colocando fim a dias de rumores sobre sua saída do governo.
Fedorov utilizou as redes sociais para publicar uma mensagem de despedida após o anúncio. Em seu relato, o ex-ministro listou 22 realizações alcançadas durante o curto período à frente da pasta, destacando o uso de tecnologias modernas para o enfrentamento da Rússia.
Entre os principais pontos citados por Fedorov estão a implementação de novos processos de licitação para a aquisição de equipamentos militares. As compras abrangem desde projéteis de artilharia até drones e caminhonetes para as forças de defesa.
O ex-gestor também mencionou a desativação do serviço de internet Starlink, de Elon Musk, para as tropas russas como um dos feitos de sua administração. Sua atuação era reconhecida por buscar a modernização das Forças Armadas da Ucrânia por meio de soluções digitais.
A demissão gerou críticas imediatas entre a população ucraniana. O ministro era visto como uma figura de apoio tanto internamente quanto entre aliados ocidentais, devido ao seu foco no combate à corrupção e na inovação tecnológica.
Reações negativas e planos de protestos contra a decisão de Zelensky circularam rapidamente pelas redes sociais na noite de quarta-feira. A saída do ministro é vista como um impacto direto nos esforços de modernização militar que ele liderava.
A troca de comando ocorre em um momento de alta tensão no país. A demissão de Fedorov coincide com uma nova onda de ataques aéreos lançados pela Rússia contra o território ucraniano.
A saída de um perfil técnico e digital como o de Fedorov levanta questionamentos sobre a continuidade das estratégias tecnológicas adotadas pelo país para superar o avanço russo no conflito.
