Banda Névula nega que secretário da Fazenda de São Paulo seja membro do grupo
Em nota, grupo afirma que integrante da pasta municipal não faz parte da formação desde 2024; Secretaria da Fazenda também nega vínculo.
Por Davy Albuquerque
A banda Névula negou que o secretário-adjunto da Fazenda de São Paulo, Fabiano Martins de Oliveira, seja membro fixo do grupo musical. Em nota publicada nesta quarta-feira (15/7), a banda afirmou que o servidor, que utiliza o nome artístico “Tenente”, não faz parte da formação do grupo desde 2024.
O grupo, que recebeu cachês da Prefeitura de São Paulo em 2025, declarou em suas redes sociais ser uma banda autoral e independente, sem vínculo de representação exclusiva com agências ou produtores. A Névula ressaltou que todas as contratações realizadas junto à prefeitura ocorreram de forma transparente e em conformidade com os procedimentos dos órgãos competentes.
Segundo a banda, os valores recebidos corresponderam aos previstos nos contratos administrativos, seguindo os critérios técnicos aplicados às demais atrações de eventos públicos.
O que diz a Secretaria da Fazenda
A Secretaria da Fazenda de São Paulo também informou que Fabiano Martins de Oliveira não integra a banda mencionada. O órgão afirmou que a participação artística do servidor ocorreu de forma voluntária e a convite do grupo, sem qualquer tipo de remuneração ou pagamento.
A pasta reforçou que o secretário-adjunto e a Secretaria da Fazenda não participam de nenhuma etapa dos processos de contratação realizados pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa ou por qualquer outra pasta da administração municipal.
A Secretaria de Cultura, no entanto, havia utilizado o nome do servidor em documentos para justificar a contratação da banda, citando-o como um dos componentes do grupo em momentos anteriores.
Investigação do Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu um inquérito para investigar contratos de bandas que receberam pagamentos da prefeitura. A investigação foi iniciada após denúncia da vereadora Luana Santos.
Em auditoria, o TCM identificou que as justificativas utilizadas para comprovar a consagração de algumas bandas, como a Névula e a RockFun Legends, baseavam-se em materiais de divulgação preparados pelos próprios contratados. A auditoria também apontou a falta de evidências de divulgação prévia e de comprovação da realização dos espetáculos nos processos de pagamento.
