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Flávio Bolsonaro é questionado sobre retirada de marcação de munições em sabatina

Candidato à Presidência minimiza impacto da retirada de identificação de munições e cita combate à impunidade.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi questionado sobre como a proposta de retirada da marcação de munições contribuiria para o combate ao crime organizado. O episódio ocorreu durante sabatina televisiva realizada na noite desta sexta-feira (16), na qual a jornalista Renata Lo Prete apontou que a eliminação da identificação das munições poderia dificultar o trabalho das investigações criminais.

Em resposta ao questionamento, o candidato afirmou que a questão da marcação é um detalhe menor diante de problemas maiores do país. Flávio Bolsonaro defendeu que o combate ao crime deve focar no endurecimento das leis penais, no combate à impunidade e em investimentos de tecnologia e inteligência artificial voltados para a segurança pública.

Durante o debate, a jornalista reiterou que não obteve uma resposta clara sobre o impacto da medida na rastreabilidade de crimes. O candidato minimizou o tema, declarando que a responsabilidade principal é da polícia na condução das investigações.

Ao ser indagado sobre a possibilidade de revogar o Estatuto do Desarmamento — pauta defendida por aliados de sua campanha —, Flávio Bolsonaro afirmou que a legislação atual precisa de aprimoramentos. Ele defendeu o direito à posse de armas para cidadãos que atendam aos requisitos legais estabelecidos.

O candidato ressaltou que o problema central não é o objeto em si, mas o uso indevido, declarando que as armas estão "na mão das pessoas erradas". Para sustentar sua visão sobre o acesso a armamentos, ele citou a redução de 17% na taxa de homicídios registrada durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL).

O que o candidato propõe sobre o controle de armas?

A discussão sobre o controle de armamentos foi um dos pontos centrais da sabatina, envolvendo o confronto entre a necessidade de rastreabilidade e a defesa do direito à posse. Enquanto a jornalista levantou o risco de prejuízo à investigação policial, o candidato focou na eficiência tecnológica e jurídica como substitutos para a marcação física.

Além do tema da segurança, Flávio Bolsonaro utilizou o espaço para criticar o atual governo. O candidato acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar reajustes no programa Bolsa Família como estratégia para conquistar votos em períodos eleitorais.

A sabatina também abordou questões de gestão fiscal, com o candidato mencionando propostas de ajuste que envolveriam a redução de ministérios e a venda de imóveis da União.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.