Jovens intensificam mobilizações de rua e redes sociais para o segundo turno presidencial
Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro focam em estudantes e redes sociais para conquistar votos decisivos.
Por Redação Diário Local
Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro têm intensificado as mobilizações para o segundo turno da disputa presidencial. O foco estratégico de ambos os lados recai sobre o eleitorado entre 16 e 24 anos, com ações que buscam convencer indecisos e reduzir a abstenção.
As estratégias adotadas pelos jovens incluem a ocupação de espaços públicos, como faculdades, estações de metrô, ônibus e pontos de parada, além de uma atuação direta nas redes sociais. O objetivo é levar o debate político para fora das telas e alcançar pessoas que não consomem o horário eleitoral tradicional.
No campo das ações presenciais, grupos organizam desde adesivaços em frente a universidades até a montagem de banquinhas de debate em locais de grande circulação, como paradas de ônibus. Essas iniciativas visam o contato direto com o eleitor para apresentar argumentos e responder dúvidas sobre as propostas de cada candidato.
Como os jovens atuam na campanha?
A mobilização ocorre em duas frentes principais: o ambiente digital e o espaço físico. Nas redes sociais, jovens utilizam canais de mensagens para divulgar materiais de campanha e abrir perfis anteriormente privados para debater política e alcançar eleitores de diferentes regiões.
Já no ambiente físico, o foco está na ocupação de centros de ensino e espaços de convivência urbana. Debates em salas de aula e a organização de atos de apoio são ferramentas utilizadas para estimular o engajamento de estudantes e influenciar o círculo social de seus pares.
Segundo a cientista política Marcela Machado, o segundo turno tende a gerar maior engajamento entre jovens por criar uma necessidade de posicionamento. Ela explica que a juventude pode atuar como um "atalho cognitivo", onde o envolvimento de amigos e pessoas próximas estimula a decisão de voto daqueles que não são naturalmente engajados.
Perfil do eleitorado jovem
Apesar do aumento nas mobilizações de campanha, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam uma redução no número de jovens aptos a votar. Em 2022, havia 21,4 milhões de eleitores entre 16 e 24 anos aptos ao primeiro turno; em 2026, esse número caiu para 19,2 milhões.
No primeiro turno deste ano, 14,9 milhões de jovens da mesma faixa etária compareceram às urnas, o que representa um recuo em relação aos 16,9 milhões que votaram em 2022. Vale lembrar que, no Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e obrigatório a partir dos 18 anos.
