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Política

Flávio Bolsonaro anuncia que votará a favor da PEC que prevê o fim da escala 6x1

Senador e pré-candidato à Presidência mudou posição após considerar opinião de trabalhadores brasileiros e cenário de votação.

Por Redação Diário Local

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, nesta terça-feira (13), que mudou sua posição e votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, havia defendido anteriormente um modelo de jornada flexível, mas afirmou que levará em conta a opinião dos trabalhadores brasileiros.

Ao explicar a mudança de postura, Flávio Bolsonaro declarou que o desejo da maioria dos trabalhadores, observado em suas viagens pelo país, é o fim do modelo atual. Apesar do apoio à proposta, o senador ressaltou que defende algo ainda melhor, como a liberdade para que o próprio trabalhador monte sua escala de serviço.

A mudança de posicionamento ocorre em um momento de perspectiva de aprovação da matéria no Senado. Para integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), o recuo de Flávio Bolsonaro acontece diante da margem de votos que o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizam possuir.

Segundo parlamentares, Alcolumbre assegurou a integrantes do governo que a PEC conta com 16 votos favoráveis adicionais, além dos 41 votos já contabilizados pelo governo federal. Para que a proposta seja aprovada, é necessário o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

Aliados do governo avaliam que o senador e seus interlocutores calcularam que haveria votos suficientes para a aprovação da medida. Nesse cálculo, entenderam que aderir à proposta seria a melhor estratégia para evitar o risco de contrariar a base de trabalhadores favoráveis ao fim da escala 6x1.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça-feira (13) que existe apoio suficiente para analisar um requerimento de calendário especial. Caso o mecanismo seja aprovado, o Senado poderá votar a PEC em primeiro e segundo turnos já nesta quarta-feira (14).

A agenda prevista inclui a quinta e última sessão de discussão da matéria, seguida pela votação em primeiro turno. Pelas regras habituais, deve haver um intervalo de cinco dias entre as duas votações, mas o calendário especial tem o objetivo de reduzir esse prazo.

Para que o requerimento de calendário especial seja apresentado, são necessárias 54 assinaturas, o que representa dois terços dos integrantes do Senado. Após a coleta das assinaturas, a solicitação ainda precisa ser submetida e aprovada pelo plenário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.