Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques trocam ofensas em mensagens de WhatsApp
Mensagens enviadas na última terça-feira (8) mostram cobranças de Gilmar Mendes e bloqueio de Kassio Nunes Marques no aplicativo
Por Redação Diário Local
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), protagonizaram uma troca de mensagens com ofensas e cobranças pelo WhatsApp na última terça-feira (8).
As mensagens mostram Gilmar Mendes cobrando que os colegas "abram as contas" e criticando a postura de Nunes Marques e do ministro Luiz Fux. Em um momento da conversa, Gilmar Mendes sugeriu que Nunes Marques também deveria deixar o TSE. O ministro Kassio Nunes Marques pediu respeito e, após o embate, bloqueou o colega no aplicativo de mensagens.
A troca de mensagens ocorreu no dia em que a 2ª Turma do STF julgava o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF). Gilmar Mendes estava na Itália na data e pediu vista do caso.
Impedimento de Kassio Nunes Marques
Nesta terça-feira (15), Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar do julgamento que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso envolve uma relação apontada entre Moraes e Daniel Vorcaro, investigado por fraude no sistema financeiro.
Nunes Marques informou a decisão ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao ministro André Mendonça. O ministro justificou que, por ocupar a presidência do TSE, o julgamento poderia impactar o cenário político-eleitoral, visto que as eleições ocorrem em 19 dias.
Durante a sessão, Nunes Marques negou que seu filho tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido valores da instituição, afirmando possuir "absoluta isenção" no caso.
Investigação sobre venda de influência
Em paralelo, a Polícia Federal apontou indícios de venda de influência envolvendo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular de Mariângela Fialek indicariam que o parlamentar afirmava ter acesso direto a ministros para realizar pedidos.
A investigação menciona os nomes de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, mas os ministros não são alvos de investigação no caso.
