Eduardo Bolsonaro afirma que nação celebrará sanções dos EUA a ministros do STF
Ex-deputado rebateu críticas de Flávio Dino sobre soberania nacional e acusou integrantes da Corte de agirem de forma criminosa.
Por Redação Diário Local
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (15), que a nação celebrará eventuais sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi feita em resposta ao ministro Flávio Dino, que, durante sessão na Corte, criticou a possibilidade de novas punições norte-americanas contra integrantes do tribunal. Para Dino, uma eventual medida desse tipo representaria uma pressão "ilegítima" sobre uma instituição de um país soberano.
Eduardo Bolsonaro utilizou sua rede social para rebater o argumento de soberania nacional, sustentando que a punição internacional de criminosos não ofende a Constituição do Brasil. O ex-deputado também acusou integrantes do Supremo de estarem utilizando poderes para proteger aliados.
O que diz o ministro Flávio Dino?
O ministro Flávio Dino defendeu a autonomia do tribunal e afirmou que o ambiente de pressão externa deve ser alvo de indignação de todos os brasileiros. Segundo o ministro, o STF não se deixa impressionar por tentativas de interferência estrangeira.
A manifestação de Dino ocorre durante o julgamento que investiga a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes de uma fraude no Sistema Financeiro Nacional.
O caso Vorcaro e Moraes
Os ministros iniciaram, na manhã desta terça-feira (15), a análise do relatório da Polícia Federal que indica interlocução entre Moraes e Vorcaro. O documento aponta que Vorcaro teria solicitado interferência do magistrado antes de ser preso, em 17 de novembro de 2025.
O relatório também menciona contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A Procuradoria Geral da República, em manifestação anterior, questionou a validade do procedimento da Polícia Federal, alegando necessidade de autorização do plenário para investigações contra ministros.
Conflito entre Mendonça e Moraes
O caso envolve também o ministro André Mendonça, relator das investigações, que é alvo de um pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes por suposto abuso de autoridade e improbidade administrativa.
O contra-ataque de Moraes baseia-se em um relatório de inteligência da Polícia Federal que sugere que Mendonça teria direcionado investigações contra Moraes. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, permanece no cargo até que o tema seja analisado de forma mais profunda.
