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Eleições

Especialistas lançam guia para orientar comportamento de igrejas evangélicas em ano eleitoral

Manual de 56 páginas detalha o que é permitido e o que é proibido para líderes religiosos e candidatos durante o período de campanha

Por Redação Diário Local

Um grupo de especialistas lançou, nesta terça-feira (04), o guia 'Evangélicos & Eleições 2026', manual voltado para orientar o comportamento de igrejas, líderes e candidatos durante o período eleitoral. Com 56 páginas, a publicação oferece orientações práticas sobre o que é permitido e o que é proibido no ambiente religioso durante os processos de votação.

A obra tem como objetivo servir de suporte para pastores, líderes religiosos e cidadãos, buscando evitar o uso do espaço de culto como ferramenta de propaganda. O documento traz situações práticas sobre as condutas permitidas e proibidas para as instituições religiosas durante as campanhas.

O manual detalha as normas em diferentes fases do calendário político. Entre os recursos oferecidos, há uma tabela que diferencia as ações que são liberadas durante a pré-campanha daquelas que só podem ocorrer após a oficialização do período de campanha eleitoral.

O projeto foi elaborado pelo desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), William Douglas; pelo mestre em Direito e promotor de Justiça Eleitoral e Criminal, Francisco Dirceu Barros; e pelo advogado especializado em Direito Religioso, Eleitoral e Digital, Rafael Durand.

O documento também traz orientações específicas endereçadas aos pastores sobre o que pode ou não ser dito no púlpito. O foco é estabelecer um limite entre o exercício da liberdade de pregar e a transformação do ambiente religioso em palanque eleitoral.

Segundo os autores, a proposta é incentivar a coragem e a prudência no ambiente das denominações. O guia reforça que a busca por mandatos políticos deve ser pautada pela integridade e pelo serviço, sem confundir a missão espiritual com atividades de campanha.

A criação do guia ocorre em um contexto de maior envolvimento entre religião e política, fenômeno observado com frequência desde o pleito de 2018. O manual busca preservar a autonomia das igrejas e garantir que o propósito religioso não seja desvirtuado pelo contexto eleitoral.

Em suma, a publicação defende que as lideranças religiosas mantenham a missão das igrejas preservada, evitando que a liberdade de expressão religiosa seja utilizada para fins de propaganda eleitoral direta dentro das instituições.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.