Desconfiança no STF atinge 48% e supera descrédito em relação ao Congresso e à Presidência
Pesquisa do Datafolha mostra que descrédito na Corte é o maior desde 2012 e supera o índice de desconfiança no Congresso e na Presidência.
Por Redação Diário Local
O índice de desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 48% dos eleitores brasileiros, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira (18). O percentual é o maior registrado desde o início da série histórica do instituto, em 2012.
Pela primeira vez, o descrédito direcionado à Corte supera os índices de desconfiança em relação à Presidência da República (42%), ao Congresso Nacional (45%) e aos partidos políticos (45%).
Ao ser questionado sobre o nível de confiança na instituição, os entrevistados responderam que 35% confiam um pouco e 14% confiam muito no Supremo. O restante do grupo declarou não possuir confiança no órgão.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre os dias 15 (terça-feira) e 17 (quinta-feira) de setembro de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e um grau de confiança de 95%.
O cenário atual apresenta um aumento no descontentamento, já que, em março, a desconfiança em relação ao STF era de 43%. Naquele período, 38% dos entrevistados diziam confiar um pouco e 16% afirmavam confiar muito na Corte.
Contexto de investigações
O aumento da desconfiança ocorre em um momento de crise institucional devido a investigações que envolvem o Banco Master. O caso atingiu ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Na última terça-feira (15), o plenário do Supremo se reuniu para decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O debate envolve conversas com Daniel Vorcaro, reveladas por um relatório solicitado pelo ministro André Mendonça.
A sessão foi marcada por discussões e trocas de ofensas entre os magistrados. O julgamento não chegou a debater o mérito da questão após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, o que trava o debate por até 90 dias.
