Gustavo Galassi renuncia à candidatura ao Senado por Minas Gerais em meio a articulações políticas
O empresário e engenheiro formalizou o pedido de desistência no TRE-MG após a saída de Marcelo Heringer da disputa.
Por Redação Diário Local
O empresário e engenheiro Gustavo Galassi formalizou, nesta quinta-feira (27), sua renúncia à candidatura ao Senado pelas eleições de 2026 em Minas Gerais. O pedido de desistência foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) pelo candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Em documento enviado à Corte no início da noite desta quinta-feira (27), Galassi alegou razões de foro íntimo para a decisão, sem apresentar justificativas específicas. Ele declarou que a iniciativa foi tomada de forma livre, consciente e inequívoca.
O candidato também reconheceu no termo que, uma vez homologada a renúncia, não poderá retornar à disputa pelo cargo de senador no pleito de 2026. A decisão de Galassi ocorre em um momento de movimentações dentro da coligação 'Cuidar de Minas', formada pelo PDT e pela Federação PSDB-Cidadania.
A saída de Galassi sucede o anúncio da desistência de Marcelo Heringer, do PDT, da corrida pelo Senado mineiro. Segundo o partido, o protocolo da renúncia de Marcelo ocorreu na quarta-feira (26).
A decisão de Galassi ocorre em meio a articulações para uma possível candidatura de Aécio Neves pela referida coligação. O presidente do PDT em Minas, Mário Heringer, confirmou o interesse em ter o ex-senador na chapa formada entre os partidos, embora a candidatura de Aécio ainda não tenha sido confirmada oficialmente.
Com o pedido de renúncia, Galassi comunicou formalmente a decisão ao PSDB e à coligação. O objetivo é permitir que as siglas adotem as medidas necessárias para uma eventual substituição de candidato dentro dos prazos previstos pela legislação eleitoral.
Prazos para substituição
O prazo final para a substituição de um candidato por outro termina em 14 de setembro, conforme estabelece a Resolução nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A regra determina que a troca deve ocorrer até 20 dias antes da eleição.
O pedido de Galassi foi assinado digitalmente e encaminhado à Justiça Eleitoral para análise. O processo de substituição agora depende do cumprimento dos prazos legais e da aceitação pelas siglas envolvidas na coligação.
