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Política

José Dirceu afirma que campanha de Lula mudou e que o PT dita a disputa política

Candidato a deputado federal afirma que o PT tem experiência para vencer a eleição e nega que Janja dificulte diálogos com o presidente.

Por Redação Diário Local

O candidato a deputado federal e ex-ministro José Dirceu afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já mudou e que o grupo está ditando o ritmo da disputa política. Segundo o ex-ministro, a estratégia e o discurso apresentados na televisão estão diferentes do que ocorria há 20 dias, assegurando que há condições para vencer em um eventual segundo turno.

Em declarações feitas nesta quarta-feira (23), Dirceu defendeu que erros em campanhas são passíveis de correção e destacou a experiência do Partido dos Trabalhadores (PT) em períodos eleitorais. Ele afirmou que o partido é capaz de disputar os fatos e eventos conforme eles surgem, citando o histórico de vitórias da legenda.

Embora não integre a equipe direta de coordenação da campanha, o candidato declarou manter diálogo permanente com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, responsável pela coordenação-geral de Lula. Dirceu afirmou que conversa com o dirigente quase diariamente para acompanhar o andamento do pleito.

Além de Edinho Silva, o ex-ministro mencionou que possui interlocução com outros nomes da estrutura, como Gilberto Carvalho, que cuida da agenda, Paulo Okamotto, responsável pelas redes, e Mônica Valente, que atua na mobilização nos Estados.

Sobre os problemas relatados na distribuição de materiais de campanha, Dirceu minimizou a questão técnica. Ele explicou que o grande volume de materiais para candidatos a deputado e senador em todos os estados pode gerar faltas pontuais, mas classificou a situação como um problema de recurso, e não de incompetência na distribuição.

Janja Lula da Silva e o diálogo com o presidente

José Dirceu também negou que a primeira-dama Janja Lula da Silva atue como uma barreira para que nomes da chamada "velha guarda" do PT mantenham o diálogo com o presidente. O candidato afirmou que nunca sentiu qualquer tipo de restrição ou obstrução por parte dela.

O ex-ministro ressaltou que mantém acesso direto ao presidente e que as percepções de que a primeira-dama dificultaria conversas não condizem com sua realidade. Ele pontuou que é natural que mudanças de vida gerem novas dinâmicas nos ciclos de relações e amizades.

Para o candidato, o acesso ao presidente permanece preservado e a atuação de Janja não tem o papel de mediar ou restringir o contato de dirigentes partidários com Lula.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.