Lula apoia 11 políticos que votaram pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016
Alianças para as eleições de 2026 aproximam o PT de antigos adversários que hoje integram a base do governo federal.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia 11 políticos que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016. As articulações para as eleições de 2026 aproximam o partido de antigos adversários da ex-presidente que, atualmente, integram a base de apoio ao governo federal.
A lista de parlamentares que recebem suporte do PT inclui nomes que ocupam ou disputam vagas na Câmara dos Deputados e no Senado. Entre eles estão Renan Calheiros (MDB-AL), que era presidente do Senado durante o processo, Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Eliziane Gama (PT-MA).
O movimento demonstra que as coalizões construídas para o próximo pleito superam as divisões ideológicas vivenciadas há uma década. Parte dos políticos que participaram da votação pela saída de Dilma hoje atua em sintonia com o atual governo.
Como funcionam as alianças atuais?
Diversos políticos que mantêm vínculos eleitorais com o PT foram favoráveis à cassação de Dilma Rousseff em instâncias da Câmara ou do Senado. Renan Calheiros, por exemplo, votou pela condenação na etapa final do processo e participou de gravações de campanha com Lula nesta sexta-feira (14).
Veneziano Vital do Rêgo, candidato à reeleição ao Senado, também votou pela cassação. O presidente Lula declarou apoio à candidatura de Veneziano em um vídeo divulgado nas redes sociais no mês de junho.
Outro nome mencionado é Pedro Paulo (PSD-RJ). O parlamentar votou a favor do impeachment na Câmara dos Deputados e participou do primeiro comício de Lula realizado no Rio de Janeiro.
O histórico do impeachment
O processo de impeachment contra Dilma Rousseff teve três momentos principais. Em 17 de abril de 2016, a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo por 367 votos a 137, sob a justificativa de crimes de responsabilidade relacionados a manobras contábeis conhecidas como "pedaladas fiscais".
Em 12 de maio de 2016, o Senado aprovou a admissibilidade do processo, o que afastou Dilma provisoriamente. Em 10 de agosto daquele ano, o relatório final que recomendava o julgamento foi aprovado, momento em que senadores como Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA) se aliaram ao então vice Michel Temer.
A etapa final ocorreu em 31 de agosto de 2016, quando o Senado julgou Dilma culpada por 61 votos a 20, afastando-a definitivamente do cargo. Dilma Rousseff não ficou inelegível e, desde 2023, preside o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), em Xangai, após indicação de Lula.
