Lula critica Flávio Bolsonaro e afirma que candidato 'não sabe o que é o cheiro do trabalho'
Durante evento com artistas no Rio de Janeiro, presidente atacou o candidato do PL e o ex-presidente durante campanha.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, durante um evento com artistas na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (23). Durante o discurso, Lula afirmou que o adversário "não sabe o que é o cheiro do trabalho".
O petista também direcionou ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando que o ex-mandatário "nunca trabalhou na vida". Lula criticou a trajetória de Jair Bolsonaro, mencionando sua passagem pelas Forças Armadas e sua atuação como vereador.
Lula mencionou ainda episódios da dinâmica familiar dos Bolsonaro, citando a disputa eleitoral ocorrida entre Carlos Bolsonaro e a mãe, Rogeria Bolsonaro, na Câmara do Rio. O presidente questionou a normalidade de orientações familiares para disputas políticas de parentes próximos.
O que Lula disse sobre Flávio Bolsonaro?
Ao tratar de Flávio Bolsonaro, o presidente listou os cargos políticos ocupados pelo candidato para sustentar a crítica de que ele não conhece o ambiente de trabalho. Lula citou as funções de vereador, deputado estadual, deputado federal e senador da República.
O presidente rebateu a postura de Flávio Bolsonaro de se apresentar como um político "antissistema". Segundo o petista, a longa permanência em cargos eletivos contradiz o discurso de oposição ao sistema político.
Embora Lula tenha citado o histórico de cargos do candidato, parte das informações não condiz com a trajetória de Flávio Bolsonaro. O candidato não exerceu os cargos de vereador ou deputado federal; essas funções foram ocupadas por seus irmãos, Carlos e Eduardo Bolsonaro, respectivamente.
Críticas a instituições e postura política
O presidente também fez menção a questões envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha e o pastor André Valadão. Sem citar nomes de forma direta em certas passagens, Lula utilizou termos severos para criticar condutas e relações entre políticos e a instituição religiosa.
Ao analisar o cenário político, Lula comparou os comportamentos da esquerda e da direita. Ele descreveu a esquerda como "decente" e "passiva", enquanto afirmou que a direita adota uma postura diferente em seus rituais e ações.
O evento no Rio de Janeiro reuniu diversas personalidades da cultura brasileira, incluindo Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Daniela Mercury e Paulinho da Viola. Também marcaram presença a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Entre os aliados políticos presentes no ato estavam a deputada Benedita da Silva, candidata ao Senado, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD). A cerimônia ocorreu em um contexto de apoio de artistas ao governo e à candidatura de Lula.
Apesar da expectativa de comparecimento de Caetano Veloso e Maria Bethânia, os artistas não estiveram no evento. Recentemente, ambos os irmãos declararam apoio ao presidente, com Caetano manifestando o gesto em setembro e Bethânia em agosto.
