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Lula defende estabilidade fiscal e afirma que país precisa cuidar das contas públicas

Em jantar com empresários, presidente ressalta importância do controle de gastos e critica falta de gestão das contas públicas.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (25), a necessidade de estabilidade fiscal no Brasil para evitar que o desajuste das contas públicas prejudique a população mais pobre. As declarações foram feitas durante um jantar com empresários e executivos em São Paulo, organizado pelos grupos Esfera, Prerrogativas e Parlatório.

Lula afirmou que a responsabilidade com o orçamento é obrigatória e que o atual governo buscou reverter um cenário de déficit de 2,8% para um superávit de 0,1%. O presidente destacou que a estabilidade é fundamental para a economia e mencionou que o PIB brasileiro apresentou crescimento acima de 3% durante períodos de governos petistas e após o início do atual mandato.

O presidente também comentou sobre a exploração de minerais e o setor de terras raras. Lula manifestou o interesse em atrair empresas estrangeiras para a área, mas ressaltou que a atuação dessas companhias deve seguir as regras brasileiras e estar sob comando nacional.

Ao comparar o cenário atual com a exploração de ouro na era colonial, o presidente alertou para o risco de o país perder o controle sobre suas riquezas e minerais críticos. Ele questionou o cenário eleitoral e defendeu que a decisão dos eleitores deve ser entre o fortalecimento da democracia ou o que chamou de "barbárie".

Como Lula vê a reforma tributária?

Lula defendeu que é necessário permitir que a atual reforma tributária seja experimentada em funcionamento antes de qualquer nova modificação. O presidente criticou tentativas de alteração da medida e defendeu a garantia de estabilidade jurídica e política no país.

O presidente também abordou a gestão das agências reguladoras, afirmando que o governo deve impedir que essas instituições sejam cooptadas. Segundo ele, as agências não devem ser controladas por interesses de grupos de empresários ou por determinados políticos.

Qual a posição sobre os Estados Unidos?

Em relação à política externa, o presidente declarou que o Brasil pode utilizar a lei de reciprocidade contra os Estados Unidos como resposta ao que classificou como um "tarifaço" americano. Lula afirmou que o país deve agir em defesa do interesse do povo brasileiro.

O presidente também mencionou a independência do Banco Central, afirmando que o setor empresarial lutou por essa autonomia. Ele citou que, mesmo com a independência da instituição, o governo manteve controle sobre as decisões e evitou trocas constantes de comando, citando o exemplo de gestões anteriores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.