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Lula afirma que eleitores evitaram 'abismo de incerteza' no 2º turno da eleição

Durante reunião sobre minerais críticos, presidente afirmou que o Brasil saiu da eleição como um exemplo e defendeu a soberania do país

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (5), que o eleitorado buscou evitar um "abismo de incerteza" ao votar no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o presidente, o Brasil saiu do processo eleitoral como um exemplo para o mundo.

As declarações foram feitas durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), realizada no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula declarou que a vitória não pertenceu a um partido ou candidato específico, mas ao povo brasileiro.

O presidente estabeleceu um comparativo entre as datas do primeiro e do segundo turno. Ele afirmou que, na noite de 4 de outubro, o país tinha a perspectiva de um projeto de país, enquanto na noite de 25 de outubro, o modelo eleito nas urnas foi outro.

O que muda na exploração de minerais no Brasil?

Durante o encontro do Cimce, o governo aprovou uma lista contendo 27 minerais considerados críticos e estratégicos, que serão divididos em três classes de prioridade. Entre os itens listados estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício, urânio, nióbio e ferro.

A diretriz central para o novo setor é a mudança no modelo de exportação. O objetivo é deixar de enviar minerais brutos para o exterior e passar a importar produtos já industrializados, focando no desenvolvimento da cadeia produtiva dentro do território nacional.

O governo pretende utilizar a lista aprovada para estruturar o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Esse plano servirá de base para a criação de mecanismos de financiamento e incentivo para o setor minerador.

Próximos passos e regras em aberto

Apesar da aprovação da lista, ainda não foram definidas as regras para a triagem de operações societárias, como o piso de valor para análises ou os prazos para as decisões do conselho. O tema deve ser retomado na segunda reunião do colegiado, prevista para ocorrer a partir de 20 de novembro.

As definições sobre essas regras serão publicadas por meio de decreto presidencial. O governo informou que estuda modelos aplicados em países como Canadá e Austrália para balizar o processo de análise de negócios.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.