Lula afirma que Flávio Bolsonaro iniciou trajetória política com apoio de milicianos
Em entrevista, o presidente afirmou que o senador começou a vida pública apoiado pelo crime organizado e pela milícia no Rio de Janeiro
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (30), que o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou sua trajetória política contando com o apoio de milicianos e do crime organizado no Rio de Janeiro. As declarações foram feitas durante uma entrevista ao podcast Normose.
Segundo o presidente, a atuação de Flávio Bolsonaro no cenário público é uma continuidade de um processo que começou no início de sua vida política. Lula questionou a biografia do senador, alegando que não há um histórico profissional anterior ao mandato eletivo.
Lula detalhou que o senador foi eleito para o cargo de vereador aos 21 anos de idade. De acordo com o presidente, essa primeira eleição já teria ocorrido sob o amparo de grupos criminosos e milícias fluminenses.
Durante a conversa, o presidente criticou a trajetória do atual senador, afirmando que ele "nunca mais parou" desde o início da carreira pública. Lula utilizou termos fortes para questionar a seriedade e o compromisso do opositor.
O presidente também atacou o histórico de trabalho do senador, sustentando que Flávio Bolsonaro não possui experiência profissional fora da política. De acordo com o relato de Lula, o parlamentar não teria trabalhado antes de ingressar na vida pública.
As críticas de Lula direcionaram-se ao que ele classificou como falta de biografia do senador. O presidente reforçou a ideia de que o apoio de setores criminosos foi o ponto de partida para a ascensão política do aliado de Jair Bolsonaro.
A declaração ocorre em um momento de embate entre o atual governo e a oposição, focando na origem das mandatos dos parlamentares do PL. Lula reiterou que o apoio do crime organizado foi o elemento decisivo para o início da carreira do senador.
O senador Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre as falas do presidente até o momento. O podcast Normose, onde ocorreu a entrevista, foi a fonte das declarações apresentadas pelo presidente nesta quarta-feira (30).
