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Tracking do PoderData mostrou Lula e Flávio Bolsonaro empatados na véspera do 2º turno

Acompanhamento diário de intenção de votos indicou empate técnico entre os candidatos nos dias que antecederam o pleito.

Por Redação Diário Local

O levantamento diário de intenção de votos (tracking) realizado pelo PoderData mostrou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estavam empatados na reta final da eleição presidencial de 2026. Nos dias 22 (quarta-feira) e 23 (sexta-feira) de outubro, os dois candidatos registraram 50% dos votos válidos cada um.

No último dia de monitoramento, neste sábado (24) (sábado), véspera do segundo turno, a pontuação indicava 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula. O levantamento trabalhava com uma margem de erro de 2,3 pontos percentuais.

Segundo o coordenador de pesquisas do PoderData, Mateus Netzel, os dados do tracking ficaram muito próximos do que foi registrado nas urnas neste domingo (25). Ele explicou que, três dias antes do pleito, o cenário estava completamente indefinido devido ao empate técnico.

O tracking eleitoral é uma ferramenta de acompanhamento dinâmico da campanha. O método utiliza levantamentos de intenção de votos feitos a cada 24 horas, com o cálculo de uma média móvel para identificar a tendência de forma precisa.

A metodologia consiste em realizar entre 700 e 1.000 entrevistas por dia. A média é calculada a cada três dias, de modo que, ao entrar os dados do quarto dia, a coleta mais antiga é descartada para manter apenas os três períodos mais recentes.

Como funciona o tracking eleitoral?

Diferente das pesquisas tradicionais, o tracking não é registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por questões operacionais e financeiras. Por essa razão, as empresas que realizam esse serviço ficam proibidas de divulgar os resultados antes da conclusão da eleição.

No Brasil, a legislação exige que pesquisas destinadas à divulgação pública sejam registradas no TSE com cinco dias de antecedência. O processo envolve custos com assessoria jurídica e o pagamento de taxas a conselhos de estatísticos.

Mateus Netzel defende que a legislação atual poderia ser revisitada pelo Congresso, argumentando que os altos custos inviabilizam a publicação desses levantamentos diários pela mídia. Ele pontua que o registro no TSE não é garantia de maior qualidade técnica do estudo.

O coordenador citou ainda a dificuldade de realizar levantamentos em disputas com muitos candidatos. Segundo ele, a lei obriga a inclusão de todos os nomes, mesmo os menos conhecidos, o que pode gerar confusão para os eleitores entrevistados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.