Lula propõe polícia permanente em comunidades e uso de jovens do Exército contra o crime
Presidente pretende criar Ministério da Segurança Pública e utilizar jovens das Forças Armadas em nova força nacional de combate ao crime.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende manter a presença policial de forma permanente em comunidades e utilizar jovens que deixam as Forças Armadas para compor uma nova força nacional de segurança. As propostas foram detalhadas pelo presidente no domingo (27).
Segundo Lula, a ocupação das comunidades deve ser feita de maneira ordenada e acompanhada por políticas públicas. Ele defendeu que a atuação do Estado não deve se limitar a operações policiais, mas incluir serviços de educação, cultura, lazer e formação profissional.
O presidente ressaltou que operações pontuais não são suficientes para evitar que grupos criminosos retomem territórios após a saída das forças de segurança. O objetivo, segundo ele, é substituir ações de "atividade bruta" pelo uso de inteligência, o que poderia reduzir essas operações em 50%.
Lula declarou que não defende uma ocupação militar, mas sim uma presença policial contínua. Para isso, ele pretende estudar mudanças na legislação para aproveitar o contingente de jovens que encerram o período de serviço nas Forças Armadas.
A ideia é incorporar esses profissionais, que já possuem formação e experiência, em uma nova estrutura federal voltada ao combate ao crime organizado. O presidente informou que já discutiu a proposta com o comandante do Exército, o general Tomás Ribeiro Paiva, para encontrar uma forma legal de mantê-los no serviço público.
A proposta está vinculada à PEC 18 de 2025, que busca institucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública e aumentar a integração entre os órgãos federais, estaduais e municipais. Caso a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública seja aprovada, Lula pretende criar um Ministério da Segurança Pública e uma polícia especial.
No combate às facções, a estratégia do governo será focar no financiamento e nas lideranças das organizações. O presidente afirmou que a meta é "asfixiar economicamente" os grupos criminosos para alcançar o que chamou de "andar de cima" do crime.
Por fim, o presidente criticou modelos baseados apenas em ações letais. Ele reforçou que o Estado precisa garantir a permanência de serviços e estruturas nas comunidades após a realização de qualquer operação de segurança.
