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Lula acredita em vitória no primeiro turno das eleições e comenta investigações sobre o filho

Em entrevista, o presidente afirmou que não deve haver segundo turno e comentou investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou acreditar que será eleito no primeiro turno nas próximas eleições, previstas para o domingo (4). Em entrevista concedida na noite deste domingo (27), Lula declarou ter a impressão de que não haverá necessidade de um segundo turno para definir o resultado do pleito.

O posicionamento do petista ocorre em um momento em que as pesquisas eleitorais mais recentes apontam um empate técnico entre ele e o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL). Durante a conversa, o presidente defendeu que a escolha do eleitor será pautada pela visão de futuro, pedindo que o cidadão pense primeiro no mundo que deseja antes de escolher o candidato.

Lula também comentou o cenário internacional e criticou a atual situação de liderança global. Segundo ele, organizações como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) perderam sua eficácia e funcionam de forma sem rumo. O presidente mencionou ainda a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o líder americano age livremente diante da perda de autoridade desses órgãos.

Investigação familiar e relação com a Justiça

Sobre as investigações da Polícia Federal (PF) que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o presidente afirmou que ele está à disposição da Justiça. Lula declarou que não realizou qualquer gesto para protegê-lo das apurações relacionadas a uma suspeita de tráfico de influência no governo.

O presidente expressou dúvida sobre a existência de contatos diretos de Fábio Luís com ministros ou com o diretor da Petrobras. No entanto, reforçou que o filho deve ser investigado e que as apurações devem seguir seu curso natural, sem qualquer interferência da Presidência.

Questionado sobre o recebimento de presentes, como uísque, o presidente afirmou não se lembrar de ter ganhado o item do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele declarou que não monitora quem lhe entrega presentes e que recebe diversas coisas ao longo de sua trajetória.

Economia e políticas sociais

No campo econômico, Lula justificou o aumento de 15% no valor do Bolsa Família citando a existência de espaço fiscal e a necessidade de reposição inflacionária acumulada nos últimos anos. O presidente afirmou que o objetivo da medida é impedir sacrifícios da população por motivos eleitorais.

Quanto à Previdência Social, o presidente explicou que o governo poderá realizar uma reforma caso o crescimento econômico não seja suficiente para garantir o financiamento da seguridade social. Ele ressaltou, contudo, que pretende manter os benefícios destinados à população de baixa renda e que trabalhará para que a dívida pública diminua em relação ao PIB.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.