Kassab critica discurso do PT e diz que 'não é o que o paulista quer ouvir'
Presidente do PSD, pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, afirma que paulistas rejeitam o estilo petista de governar. Segundo ele, PT não consegue reeleição quando vence.
Por Diário Local
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado para a eleição presidencial de 2026, afirmou que os paulistas e paulistanos "não gostam do estilo do PT de governar". A crítica foi feita em entrevista na sexta-feira (3 de julho).
"O PT tem quatro prefeituras do estado de São Paulo, porque realmente o discurso deles não é o discurso que o paulista quer ouvir", declarou Kassab. Segundo ele, o eleitorado paulista rejeita a forma como o partido de esquerda conduz a administração pública.
O dirigente do PSD destacou que, nas poucas ocasiões em que o PT venceu eleições em São Paulo, não conseguiu se reeleger. Ele contrastou esse desempenho com o de políticos do seu partido, que obtiveram reeleição consecutiva.
"Eu não sou da esquerda, sou do centro, e fui reeleito. O Bruno Covas foi reeleito, Geraldo Alckmin foi reeleito, José Serra foi reeleito. Ricardo Nunes foi reeleito, João Doria era prefeito, foi eleito governador", afirmou Kassab, listando lideranças do PSD que conquistaram mandatos sequenciais.
Kassab ampliou a crítica ao desempenho eleitoral da esquerda em geral. "A esquerda, quando ganha a eleição, ela não percebe que o eleitor não gosta do estilo dela de governar", avaliou o presidente da sigla.
Gestão petista em São Paulo
O PT administrou a capital paulista em três períodos distintos. Luiza Erundina presidiu a prefeitura entre 1989 e 1992, sendo a primeira prefeita eleita da cidade.
Marta Suplicy ocupou o cargo posteriormente, entre 2001 e 2004. Fernando Haddad foi o terceiro prefeito petista da capital, governando de 2013 a 2016.
Haddad é pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes neste ano, buscando a governança estadual. Desde sua fundação em 1980, o PT nunca elegeu um governador em São Paulo, resultado que reflete uma combinação de fatores históricos, políticos e sociais que moldaram a trajetória do partido no estado.
Consolidação da chapa presidencial do PSD
A confirmação de Kassab como vice na chapa de Ronaldo Caiado ocorreu na quarta-feira (1º de julho). O PSD expressa a intenção de lançar um candidato próprio desde as eleições presidenciais de 2022.
Caiado, ex-governador de Goiás, deixou o União Brasil em janeiro e filiou-se ao PSD após divergências internas. O PP, federado ao União Brasil, resistia em manter o nome de Caiado como pré-candidato à Presidência, o que levou à mudança partidária.
Durante as articulações para 2026, Kassab negou ter realizado conversas com a federação entre PP e União Brasil, que abriram mão da candidatura de Caiado ao deixarem o ex-governador buscar outras alternativas.
Em relação ao Novo, Kassab afirmou que o partido precisa lançar um nome próprio para alcançar a cláusula de barreira e ter acesso ao Fundo Partidário. O Novo lançou ainda no ano passado o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como pré-candidato ao pleito deste ano.
O PSD tornou-se o segundo partido a fechar a chapa presidencial para 2026. Antes dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia afirmado que manteria a chapa vitoriosa em 2022, ao lado de Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
