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Política

Marinho afirma que nomes ligados a Lula ressurgem em períodos eleitorais

O ministro do Trabalho criticou a reabertura de discussões sobre figuras como Lulinha e Jaques Wagner durante calendários eleitorais.

Por Redação Diário Local

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (5), que nomes de pessoas ligadas ao presidente Lula costumam reaparecer no debate público em períodos que antecedem as eleições. Segundo o ministro, há um movimento de certos poderes que coincide com o calendário eleitoral, configurando um processo de perseguição.

Marinho citou como exemplos o empresário Fabio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), e o senador Jaques Wagner, investigado pela Polícia Federal (PF) no Caso Master. O ministro declarou que essas situações são retomadas estrategicamente em momentos de disputa política.

De acordo com o ministro, as investigações contra Lulinha e Jaques Wagner foram intensas, mas não resultaram em irregularidades financeiras. Marinho afirmou que a família do presidente Lula também foi alvo de devassas que não encontraram valores irregulares em nenhuma circunstância.

O ministro também mencionou o ex-prefeito de São Paulo, Celso Daniel, afirmando que o nome do político é retomado em todas as eleições. Para o ministro do Trabalho, a recorrência desses temas apenas em épocas de pleito é um comportamento "esquisito demais".

Afastamento de ex-chefe de gabinete

Questionado sobre o anúncio de Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete da Presidência, de deixar a equipe do presidente, Marinho afirmou que o afastamento é compreensível. O ministro declarou que, se estivesse na mesma situação, também se afastaria da campanha.

O ministro ressaltou que é necessário avaliar se o relacionamento pessoal de Santana com uma lobista impactou a esfera institucional. No entanto, afirmou que, pelo que observou até agora, não há evidências de que a relação tenha contaminado a atuação oficial.

Segundo Marinho, se uma transação de cunho pessoal foi honrada, não haveria motivo para que o assunto fosse levado ao debate institucional. O ministro defendeu o direito de defesa de todos, citando inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo de quem possui esse direito.

Sobre a saída de Santana, o ministro do Trabalho concluiu que é prudente para o ex-chefe de gabinete não permitir que questões de relacionamento interpessoal sejam utilizadas para prejudicar a campanha presidencial.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.