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Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula por suposto uso de estrutura pública

Equipe jurídica de Flávio Bolsonaro aponta suposta conduta vedada em eventos realizados na semana passada em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (22) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação alega suposta conduta vedada e uso eleitoral da estrutura pública durante eventos realizados na última semana.

A nova contestação aponta como agentes públicos corresponsáveis o vice Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Saúde Alexandre Padilha e o ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva. O documento questiona a utilização de agendas oficiais para fins de promoção pessoal e eleitoral do atual presidente.

Os episódios contestados envolvem uma visita de Lula ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), e uma agenda de segurança pública nas dependências da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro. Segundo a petição, os atos foram posteriormente divulgados por meio de canais oficiais do governo federal.

No caso da visita à PRF, a campanha de Flávio Bolsonaro questiona uma declaração de Lula com teor político direcionada a Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato. A defesa argumenta que o conteúdo teria extrapolado a função institucional do cargo ocupado.

Esta é a 14ª representação apresentada pelo PL e pela campanha de Flávio Bolsonaro em pouco mais de cinco meses. O grupo jurídico alega que as ações tratam do suposto uso irregular de canais de comunicação, eventos e estruturas do governo federal.

A defesa argumenta que a demora na análise de processos anteriores prejudica o efeito preventivo da Justiça Eleitoral. De acordo com o documento, a falta de decisões em tempo útil permite o acúmulo de novos episódios às vésperas do pleito.

O texto da petição afirma que a ausência de limites concretos estabelecidos pela Justiça gera a necessidade de novas representações constantes, reabrindo controvérsias que deveriam ter sido enfrentadas desde os primeiros fatos.

A representação protocolada nesta terça-feira (22) pede tutela de urgência. Entre os pedidos estão a imediata indisponibilização das publicações institucionais questionadas e a preservação de arquivos para fins de prova, além da aplicação de multas aos responsáveis.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.