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Política

Mateus Simões propõe converter pagamento de dívida de Minas Gerais em investimentos no estado

Candidato ao governo de Minas Gerais afirma que os R$ 6 bilhões pagos anualmente à União devem retornar ao estado em rodovias.

Por Redação Diário Local

O candidato ao governo de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), propôs que o pagamento da dívida do estado com a União seja realizado por meio de investimentos aplicados dentro do próprio território mineiro. A proposta foi apresentada durante visita a Uberaba nesta terça-feira (18), durante encontro com prefeitos do Triângulo Mineiro.

Simões informou que Minas Gerais repassa cerca de R$ 6 bilhões por ano ao governo federal para o cumprimento do acordo de dívida. O candidato defendeu que o próximo presidente da República permita a conversão desses valores em melhorias para as estradas e rodovias federais localizadas no estado.

“Eu não quero ficar com o dinheiro, só quero que ele fique em Minas”, afirmou o candidato. Ele ressaltou a intenção de garantir que os recursos não saiam do estado sem retorno, argumentando que o montante enviado a Brasília não tem gerado investimentos locais.

Investimentos na saúde regional

Durante a entrevista, Simões elencou a melhoria da saúde como uma das prioridades para a região do Triângulo Mineiro. O objetivo, segundo ele, é desafogar os atendimentos realizados em Uberaba por meio do fortalecimento de outras unidades.

O candidato anunciou que a cota destinada ao Hospital Regional de Uberaba deve ser elevada para R$ 14 milhões. Ele também mencionou a necessidade de investir em hospitais de outras cidades, como Araxá e Iturama, para descentralizar o atendimento.

Simões destacou a importância da inauguração de serviços de UTI e hemodiálise no Hospital de Iturama. Para o candidato, essas melhorias permitem que pacientes de média e alta complexidade recebam tratamento na própria cidade, reduzindo a pressão sobre o sistema de saúde de Uberaba.

Modelo de escolas cívico-militares

Na área da educação, o candidato afirmou que pretende trabalhar em uma proposta de lei para regulamentar o programa de escolas cívico-militares. O plano prevê uma articulação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para destravar a iniciativa.

O modelo proposto seria aplicado em unidades escolares que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, mas apenas após consulta aos pais. Segundo Simões, a implementação dependeria da aprovação das famílias para a conversão das escolas.

O sistema prevê uma estrutura de segurança com a presença de policiais para o controle de acesso e disciplina em pátios e corredores. O candidato reforçou que a atuação policial não teria interferência na dinâmica das salas de aula, focando apenas na segurança e tranquilidade de alunos e professores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.